Publicada em: 17/08/2020 às 10:33
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Blockchain: tecnologia não decola e se restringe aos criptoativos
Roberta Prescott

Blockchain já passou de termo da moda, entrou no radar das empresas, mas as aplicações fora dos criptoativos ainda tardam a aparecer. Em um debate promovido pela Associação Brasileira das Empresas de Software (ABES), realizado na semana passada, a advogada e professora do MBA em blockchain da Fiap, Emília Campos, apontou que passamos do boom, do hype de blockchain, quando as empresas enxergavam aplicações para tudo. 

“Passamos a febre de achar que blockchain ia resolver tudo. Acho que temos uma tecnologia que serve para inúmeras questões”, disse Campos, acrescentando que acredita, no curto prazo, em aplicações na área de criptoativos e criptomoedas e também falou em experiências na pratica jurídica com blockchain.  

Um dos benefícios desta tecnologia é garantir autenticidade, integridade e segurança a diferentes tipos de transações. “Hoje, estamos num momento de transformação do mercado no Brasil. Temos um uso muito concentrado de blockchain para serviços financeiros”, diz o diretor-executivo da ABCripto, Safiri Felix. Para a desenvolvedora especialista em blockchain, Solange Gueiros, “blockchain fará parte do nosso dia a dia como a internet faz hoje”.

A Agryo, por exemplo, usa DLT para validar transações não financeiras de forma rápida e barata, validar resultados, rastrear ativos florestais e conformidade ambiental, ou seja, fazer auditorias sem deslocamentos e mantê-las em um sistema imutável. Segundo a cofundadora e chefe de operações da Agryo, Leisy Teixeira, explicou a empresa alia a tecnologia de monitoramento de imagem por satélite com blockchain.  

Já o cofundador, curador e facilitador no Projeto Moviments, Thiago Padovan, defendeu que haja interoperabilidade entre os diversos blockchains. “Quando estamos falando de blockcain tem de entender que existem diversas infraestruturas tecnológicas diferentes e precisamos entrar em cada uma delas. Hoje, estas infraestruturas não se falam e a  interoperabilidade entre blockchains é importante; este é o caminho, mas ainda não é uma coisa difundida.”  


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