Publicada em: 04/02/2020 às 09:33
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Brasil é o terceiro país com mais registros de ransomware na América Latina
Redação da Abranet

"Mesmo com a crise causada pelo ransomware WannaCry em 2017, muitas empresas e pessoas não tomaram consciência dos impactos desse tipo de ameaça. Tudo indica que ainda falta uma conscientização maior sobre as consequências do ransomware e sobre como se prevenir desse tipo de incidente", avaliou Camilo Gutiérrez, líder do Laboratório de Investigação da ESET na América Latina, ao comentar os ataques de ransomware relatados em todo o mundo em 2019. De acordo com a ESET, o Peru foi o país latino-americano com maior número de detecções de ransomware em 2019, seguido pelo México e pelo Brasil. 

De acordo com a ESET, de modo geral, o ransomware continua sendo uma ameaça muito comum, com a característica de focar em alvos mais específicos. Em países como os Estados Unidos, por exemplo, os ataques de ransomware dirigidos a órgãos governamentais e centros hospitalares causaram um grande impacto operacional e financeiro. No Texas, ao menos 22 entidades do Governo foram afetadas por um ataque chamado Sodinokibi. Na Espanha, um ransomware chegou a atingir a rádio catalã Cadena SER, a consultoria Everis e a empresa de segurança Prosegur.

Na América Latina, em 2019, houve uma redução no número de detecções mensais de ransomware em relação a 2018, segundo a empresa de segurança. No entanto, esse tipo de ataque continuou tendo grande alcance e trazendo prejuízos. No México, a empresa Petróleos Mexicanos foi vítima do ransomware DoppelPaymer, enquanto na Argentina o governo da província de San Luis declarou estado de emergência após uma invasão a um data center que comprometeu a base de dados do sistema de expedientes. As mensagens enviadas pelos cibercriminosos em alguns desses casos mostram que os ataques são premeditados e direcionados, já que eles cobravam o resgate dos arquivos sequestrados de acordo com as características da vítima.


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