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Celular foi insuficiente para fazer o aluno estudar na pandemia
Por: Da Redação da Abranet* - 31/08/2021

Em que pese as recorrentes loas ao uso do celular como ferramenta de inclusão digital, a pandemia de Covid-19 evidenciou que as telinhas não são nem de longe os dispositivos ideais para a oferta de conteúdos pedagógicos à distância. Segundo a mais recente pesquisa TIC Educação 2020, realizada pelo Cetic.br – o braço de pesquisas do Comitê Gestor da Internet – a falta de dispositivo adequado foi um dos principais problemas enfrentados ao longo do último ano. 

Com 86% de citações no estudo, essa carência de computadores em casa só não foi mais grave do que a dificuldade enfrentada por pais e responsáveis para acompanhar e ajudar nas atividades escolares das crianças (93%). Tal dificuldade pode ser medida com outro resultado: a principal estratégia para fazer chegar conteúdo educacional aos estudantes foi a impressão em papel (93%). 

“É possível notar que permanece uma disparidade grande quanto ao acesso no domicílio. O computador é central para acompanhamento de ensino, mas entre os estudantes de mais de 16 anos das classes D e E, diminui muito a proporção dos que têm o equipamento. E na faixa de 10 a 15 anos, só 29% usam computador. Portanto, nas faixas mais vulneráveis, o acesso é principalmente pelo celular, então tem disparidades importantes ainda”, apontou o coordenador de Pesquisas TIC do Cetic.br, Fabio Senne. 

Como reforçou a coordenadora da TIC Educação 2020, Daniela Costa, “com a transposição das aulas para os domicílios, houve uma sobrecarga no uso das tecnologias. No caso da educação, isso foi crítico. Tivemos muitos alunos sem dispositivos, sem acesso à rede para acompanhar as aulas remotas. Em 2019 já tínhamos divulgado que muitos estudantes não possuíam computadores e acessavam exclusivamente pelo celular. Essa situação se tornou ainda mais evidente durante a pandemia”. 

Para além dessa nova forma de disparidade social, constatou-se que a existência de ferramentas digitais de ensino aliviou pelo menos parte do problema do fechamento das escolas. Aulas em vídeo gravadas e disponibilizadas aos alunos, foram usadas em 79% das escolas. Plataformas virtuais de aprendizagem foram usadas em 58% dos estabelecimentos (especialmente particulares, 75%). 

No geral, aulas remotas (via Zoom, Meet ou Teams) foram a saída para 65% das escolas. A imensa maioria (91%) se valeu de aplicativos de mensagens para se comunicar com os estudantes e suas famílias. E pelo menos 60% dos estabelecimentos de ensino também enviaram atividades por email. 

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