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Conexão fixa 5G vai ser nicho no Brasil
Por: Da Redação da Abranet - 21/10/2022

Apontadas como alternativas de novos serviços com o 5G, as conexões fixas sem fio, FWA na sigla em inglês, avançam lentamente. Um dos principais empecilhos ainda é o custo dos equipamentos, notadamente das CPEs. Um gradual aumento da escala, porém, tende a derrubar os valores e viabilizar o serviço. Mas para o gerente-sênior da Omdia para service providers nas Américas, Ari Lopes, será sempre algo restrito. 

“Não devemos focar tanto no custo das CPEs agora, porque está no começo do ciclo. A gente sabe como isso funciona. Já temos grandes operadoras ao redor do mundo anunciando que vão ter soluções FWA e isso vai fazer com que o preço dos dispositivos caia. É um ciclo natural. As próprias operadoras de cabo americanas apontaram que uma das razões do churn elevado no último trimestre foram ofertas FWA com 5G nos EUA. Agora, nunca vai deixar de ser um mercado de nicho, para complementar determinadas lacunas, ou uma operadora móvel que queira lançar uma oferta fixa competitiva”, afirmou o executivo, que participou do Futurecom 2022.

“Há muitos anos os fabricantes nos acusam na Omdia de sermos pessimistas sobre FWA. E agora estamos um pouco mais otimistas. Temos visto ao redor do mundo casos de operadoras puramente móveis que lançam uma oferta 5G FWA competitiva contra a fibra. E vemos também operadoras lançando FWA para complementar áreas em que têm problemas de cobertura e capacidade em determinadas regiões. São indícios de que pode ter um mercado interessante para FWA no futuro”, disse Lopes. 

Ele destaca a rápida implementação do 5G no Brasil, em modelo de leilão que serve de exemplo para outros países. Mas ressalta que, além da rede em si, ainda se aguarda o aparecimento de novas soluções e serviços. E lembra que se a escala virá com os consumidores em geral, o mercado corporativo é que trará receitas de 5G para as operadoras. 

“B2C dá escala. Ninguém vai construir uma rede nacional de 5G se não for para atender um mercado massivo. As oportunidades existem no B2C, mas são mais limitadas. O B2B é onde a operadora vai conseguir a rentabilização, com soluções fortes o suficiente para apoiar a transformação de diversos setores da economia. E ali a operadora vai ter oportunidade de monetização. Então o B2C dá escala, o B2B a rentabilização”, completou o consultor.  

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