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Cultura, atualização e proatividade são fatores essenciais para programas de cibersegurança
Por: Roberta Prescott - 03/12/2020

Promover uma mudança cultural com foco em cibersegurança, manter a infraestrutura e os sistemas de tecnologia da informação atualizados e identificar rapidamente os ataques são algumas das boas práticas apontadas no novo estudo global de segurança 2021 Security Outcomes Study, da Cisco. Em apresentação para imprensa, o diretor de cibersegurança da Cisco América Latina, Ghassan Dreibi, ressaltou que o tema de segurança não deve ficar no âmbito de produto nem restrito ao departamento de tecnologia, mas, sim, envolver a empresa como todo.

O gerente de desenvolvimento de negócios em cibersegurança da Cisco Brasil, Fernando Zamai, completou ressaltando a importância de contar com programas que incluam uma estratégia proativa de atualização de tecnologia de ponta e integração. 

“Integração tem papel fundamental; e isso significa integrar não apenas a tecnologia e a infraestrutura, mas também as áreas e os times de pessoas. Uma das grandes vulnerabilidades que vejo nos clientes são os silos, porque eles facilitam ser atacado”, disse Zamai. 

Segundo o executivo, ser proativo em manter tecnologia atualizada e manter uma comunicação ativa aos executivos são fatores de incremento nas probabilidade de sucesso na proteção.  O estudo apontou que as empresas do Brasil que podem identificar com precisão os principais riscos cibernéticos impulsionaram o sucesso em uma média de 17%. Ainda que esses valores tenham uma variação bastante ampla, eles dão uma boa noção dos efeitos marginais que as empresas são mais propensas a observar/relatar;  e sugerem que há muitas oportunidades para melhorar significativamente os resultados dos programas de segurança.

Estabelecer relatórios de segurança claros para a liderança executiva aumenta a probabilidade de sucesso, de acordo com muitos profissionais de segurança canadenses entrevistados para o estudo. Já as empresas brasileiras podem querer trabalhar na melhoria da integração de tecnologia para obter um aumento de quase 30% no sucesso de programas. “Qualificar a equipe de segurança por meio de treinamento baseado em funções e identificar os principais riscos cibernéticos também parece útil para essa região”, aponta o estudo (confira aqui).

Pandemia — Questionado sobre os impactos da Covid-19 e todas as transformações advindas com ela, Ghassan Dreibi disse que o que mudou com a pandemia é que ficou claro que é preciso estar preparado para algo extremo. “Antes, se focava muito em apontar erros no processo na detecção de ameaças e, neste momento, se entende que é preciso discutir a prática. Cenários como o da pandemia vão acontecer e, se acontecer, é preciso saber como se comportar, quais são as práticas para buscar os tipos de resultados diferentes”, apontou.  

O estudo Cisco Security Outcomes Study entrevistou 4.800 profissionais ativos de TI, segurança e privacidade em 25 países, incluindo o Brasil, para determinar os fatores que impulsionam os melhores resultados de segurança.  

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