Publicada em: 31/07/2020 às 11:41
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Empresas de Internet vão levar mais serviços e inovação ao consumidor com Wi-Fi 6 e Wi-Fi 6E
Roberta Prescott

A sexta geração de Wi-Fi será de grande utilidade para as empresas que fornecem conexão sem fio. Baseados no padrão IEEE 802.11ax, o Wi-Fi 6 e o Wi-Fi 6E oferecem menor latência e maior capacidade de tráfego de dados. No Norte do Brasil, a varejista Bemol colocou redes de conexão à internet sem fio para seus clientes, um projeto que se expande ano a ano e que tem levado acesso a regiões remotas no Amazonas, como na cidade de Autazes.

O projeto Wi-Fi começou quando a Bemol entendeu que a principal barreira para as vendas pelo comércio eletrônico nas cidades do interior do Estado do Amazonas era a falta de conexão à internet,.Diante disso, instalou ela mesma redes e Wi-Fi. Durante o e-Fórum Wi-Fi 6, webinar promovido pelo Convergência Digital e pela Network Eventos, nesta quinta-feira 30/07, Jesaias Arruda, gerente de Infraestrutura de TI da Superintendência de TI da Bemol, ressaltou que o Wi-Fi chega a lugares onde a rede de telefonia móvel não é nem 3G. 

“O impacto social é enorme, porque você faz inclusão social das pessoas usando recurso tecnológico que para muita gente é commodity”, contou. Até dezembro do ano passado, a varejista contabiliza o projeto em 26 cidades do Amazonas e Roraima. “Wi-Fi 6 e 6E são de extrema importância para este negócio, porque têm soluções que poderão ser usadas e compartilhadas pelos pequenos provedores e empresas privadas”, destacou. “Com Wi-Fi 6 chegando teremos ganho de banda e latência menor; vai gerar um novo ecossistema de negócios para provedores”, salientou.

Também atenta ao Wi-Fi 6 está a Linktel, cujo presidente, Jonas Trunk, adiantou, durante o debate que a empresa já tem programado um piloto para a tecnologia Wi-Fi 6E, tão logo consiga, no aeroporto de Salvador. A Linktel já tem instalações em São Paulo e Rio de Janeiro com equipamento e rede Wi-Fi 6 nas faixas disponíveis — 2,4 GHz e 5 GHz. “A Linktel faz parte da WBA e estamos com testes e execução de ensaios coordenados”, contou, mostrando um mapa que aponta que os trials estão sendo conduzidos principalmente no hemisfério Norte. 

Com relação a possibilidade de parte da faixa de 6GHz, destinada pela área técnica da Anatel para não licenciado, vir a ter uma reserva de 500 MHz para possível oferta de serviços licenciados, ou seja, prestados pelas operadoras móveis,  Jonas Trunk avalia que terá pouco impacto no Sudeste do Brasil, mas vai limitar - e muito - o crescimento de empresas no Norte e Nordeste, onde há uma forte desigualdade digital e social.


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