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Exigências da Anatel aceleram adoção de IPv6 pelas operadoras de telecom
Por: Roberta Prescott - 26/11/2014

Um impulso para a implantação da nova versão do protocolo Internet, o IPv6, por parte das operadoras de telecomunicações vem da exigência da Agência Nacional de Telecomunicações. A Anatel definiu um cronograma para as telcos, que são as grandes responsáveis pelo provimento de links aos provedores de internet, deixarem disponível IPv6 para transito até dezembro 2014 para usuário final até julho de 2015. Ou seja, até meados do ano que vem todas as prestadoras deverão ofertar aos novos usuários ou usuários legados que solicitarem endereços IPv6 públicos nos principais centros por todo o Brasil.

Durante painel no evento IPv6, do NIC.br, realizado nesta quarta-feira (26/11) em São Paulo, João Alexandre Zanon, da Anatel,  salientou que o uso de carrier-grade NAT 4 é solução paliativa. Uma das grandes preocupações com o uso do CGNAT 44 é com relação à quebra de sigilo de dados telemáticos. Com o GC-NAT44 não é possível identificar de forma unívoca o usuário sem a porta da conexão. 

A Anatel também estipulou que até junho de 2015 nas localidades onde não houver oferta de IPv6 a prestadora deverá alocar ao usuário de forma dinâmica ou fixa um endereço IPv4 público não-compartilhado. 

Entre os pontos de atenção, Zanon também destacou o fato de os elementos legados serem incompatíveis com  IPv6, a disponibilidade de conteúdo IPv6 e a garantia do acesso ao conteúdo legado.  

Stefan Rafael Machado, da gerencia de certificação da Anatel, explicou que a agência vem trabalhando para certificar produtos para telecomunicações quanto ao suporte ao protocolo IPv6 com objetivo de estimular o desenvolvimento de IPv6 nas redes de telecom por meio da certificação de equipamentos, inibir a descontinuidades ou a falta de acesso à rede devido à escassez de endereço IPv4, ajudar no combate a crimes cibernéticos, disponibilizar ao mercado produto aderentes ao novo protocolo, fomentar a interconexão entre as redes e fomentar as redes LTE. 

A justificativa para a agência atuar mais fortemente para a adoção de IPv6 foi explicada por Stefan Machado como uma medida necessária uma vez que sozinho o mercado não atuou neste sentido. “Estamos muito atrasados e é por isto que o conselho diretor da Anatel deu o aval para as medidas”, disse. Para Zanon, a implantação de IPv6 tem de ser uma parceria entre todos os envolvidos. “A Anatel entrou para dar mais agilidade. Tivemos uma boa adesão. As operadoras que deram os prazos e conseguimos chegar a acordo. Mas todos têm de estar preparados para tratar o legado.”

Confira os PDFs das apresentações de João Alexandre Zanon e Stefan Rafael Machado.

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