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IDC: mercado de dispositivos como serviço é filão para empresas de internet
Por: Roberta Prescott - 06/02/2020

A comercialização de produtos de informática como serviço pode ser um campo fértil de mercado para as empresas prestadoras de serviço de internet. Para a IDC, que reuniu a imprensa nesta quarta-feira,5/2, para apontar dez previsões para 2020 e projeções de crescimento dos mercados de tecnologia da informação e comunicação, DaaS é uma prática que ganha força devido ao momento atual do mercado. “Gerenciar como serviço, muito além da venda, é rentável e cativa o cliente, gerando ampla gama de oportunidades de negócios”, destacou Reinaldo Sakis, gerente de pesquisa e consultoria de consumer devices da IDC Brasil. 

Sakis lembrou que o modelo de negócio não é novo, que há décadas se pratica, mas que a conjuntura atual, com o mercado mais maduro e de baixo crescimento, tende-se a buscar nichos de atuação. “O Brasil apresentará um crescimento grande na comercialização de produtos como serviço para as empresas, visto que o País ainda tem um grande potencial na venda de dispositivos B2B”, disse. Neste sentido, DaaS tem sido uma alternativa no Brasil para fabricantes e provedores. Do lado que quem contrata, representa trocar Capex por Opex, o que deixa o modelo mais atraente. 

Questionado quem poderia ofertar este modelo de negócio, Sakis ressaltou que as empresas que ofertam conectividade, como os ISPs, além de integradores de TI, são aderentes ao modelo. É preciso, contudo, capacitação para vender como serviço.  Segundo a IDC, os modelos como serviço representam casos de sucesso em todo o mercado de TIC; uma vez que avaliar Opex no lugar de Capex pode ser mais vantajoso às empresas. Inicialmente oferecido a grandes empresas, atualmente, as pequenas e médias são o motor de crescimento deste tipo de oferta. 

Traduzido em números, o mercado de DaaS apresenta mais oportunidades de médio e longo prazo do que o mercado de consumo na venda de dispositivos. Muito embora as ofertas no Brasil sejam feitas a ambos os clientes (pessoas físicas e jurídicas), a maior parte dos novos clientes serão empresas, disse a IDC. Em 2020, este mercado deve superar R$ 2 bilhões, o que representará um crescimento de 12% em relação ao ano anterior. Segundo a IDC, o mercado de DaaS fechará o ano com uma participação de 12% do valor de vendas de dispositivos para empresas no Brasil.

Projeções 2020

A IDC prevê para 2020 um crescimento do setor de tecnologia da informação e comunicação de 4,9%, mesmo porcentual que a consultoria projetou para o ano de 2019 — segundo Luciano Ramos, gerente de pesquisa e consultoria de software e serviços da IDC Brasil, ainda que os números não estejam fechados, a IDC acredita que a previsão para 2019 vai se concretizar. 

Analisando o setor, TI avança 5,8%, sob efeito do crescimento da nuvem e aceleração do mercado de software, enquanto telecom, segmento no qual os ISPs estçao inseridos, terá crescimento discreto de 0,7%, impulsionado por serviços de dados _ telcos e provedores de internet. O setor que mais crescerá será o da TI empresarial (ou seja, excluindo-se o mercado para consumidor final) com projeção de aumento de 7,6%. 

5G 

A quinta geração de telefonia móvel ficou fora das previsões da IDC para 2020. A justificativa, explicou Luciano Saboia, gerente de pesquisa e consultoria de TIC da IDC Brasil, deveu-se ao fato de 5G estar sendo muito falado na mídia, mas sem nada concreto no Brasil. “Não têm negócios e nem números para o mercado brasileiro para colocarmos nas previsões. 5G não é real para o ano de 2020, mas é uma realidade. É um fato que vai acontecer no Brasil; o governo não está acelerando o cenário para leilão, as telcos, se puderem, vão retardar os investimentos para recuperar o que já investiram até agora. 5G vai chegar, mas não com número expressivo para 2020, porque não dá tempo”, ressaltou. 

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