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Moedas digitais não vão tomar o lugar do dinheiro
Por: Roberta Prescott - 30/03/2022

As moedas digitais emitidas por bancos centrais (CBDCs, da sigla central bank digital currency) não vão substituir dinheiro, afirmou Drew Propson, líder de tecnologia e inovação do Fórum Econômico Mundial (WEF, na sigla em inglês), ao participar de webinar promovido pela Abranet e ITS. A especialista debateu junto com Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central, o futuro das finanças com a digitalização das moedas, em painel mediado por Ronaldo Lemos, cientista-chefe do Instituto de Tecnologia e Sociedade.  

“CBDC não é uma tecnologia, mas uma aplicação de tecnologia que está em fase interessante”, detalhou, acrescentando avaliar que as moedas digitais dos bancos centrais não são uma onda que vai embora tão cedo, mas que não devem impactar tanto. “CBDCs podem reduzir custos de pagamentos internacionais entre pares, entre governos e entre pessoas físicas; são uma ferramenta de valor para pagamentos, mas muitas pessoas ficam preocupadas com o governo acompanhar seus gastos. CBDCs não substituem dinheiro”, ressaltou. 

O Brasil, assim como dezenas de outros países, está estudando a aplicação de CBDCs. O chamado ‘real digital’ já foi, inclusive anunciado pelo Banco Central do Brasil. “Todos os estudos sobre CBDCs são resultados de como incorporar as criptomoedas aos sistema formal”, assinalou Gustavo Franco.

“No atacado, para relacionamento entre bancos e bancos dos bancos, [o conceito] já existe: são as reservas e os bancos transacionam nestes sistemas que são digitais. Agora, a tecnologia permite também a CBDC de varejo”, disse. Para ele, os BCs dos países fazem bem em “caminhar de forma cautelosa neste sistema”.  

O grande assunto de criptomoedas, contudo, está no mercado de capitais, na avaliação do ex-presidente do BC. “As criptos se tornaram mais uma classe de ativos que moeda; e o problema que aparece é de o investidor entender os riscos que estão correndo”, detalhou Franco.  

Internacionalmente, Drew Propson trouxe a visão heterogênea que os países têm das criptomoedas. “Há situação extrema, como a China, que proíbe criptomoedas, e El Salvador, que aceitou totalmente e tornou a cripto uma das moedas do país”, apontou.   

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