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OpenCDN de Manaus amplificou o acesso à Internet na comunidade amazônica
Por: Roberta Prescott - 31/10/2022

A entrada em operação em Manaus (AM) do OpenCDN, iniciativa do Comitê Gestor da Internet do Brasil e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR, beneficiou diretamente os usuários da região amazônica.

“Começamos, no ano passado, com as caixas da Globo.com sendo as primeiras a chegar. Estávamos conectados ao PTT, fizemos acesso de redundância e nos tornamos um Pix. Todo mundo pergunta qual é o objetivo da Bemol com isso…nós nos beneficiamos, mas o principal é gerar impacto social. Quando você consegue impactar as cidades onde está fica, mais fácil galgar novos passos”, relatou Jesaias Arruda, da Bemol, ao palestrar no IX Fórum 16.

Depois da Globo.com chegaram Netflix e Google. “A notícia mais nova é que a Akamai deve ser instalada”, adiantou. Segundo ele, há conversas também com a Meta, dona do Facebook e Instagram. “OpenCDN teve um ponto primordial que foi o de entregar internet na cidade e a pessoa poder assistir o filme dela na Netflix com 5 milissegundos de resposta, isso é revolução”, atestou.

Com o OpenCDN, é possível levar mais conteúdo, entregar mais qualidade e de forma mais rápida, além de o projeto atender a qualquer tamanho de provedor, enumerou Arruda. 

Dificuldades da região   

Em sua apresentação, o executivo apontou que a região Norte tem aproximadamente 18 milhões de habitantes, distribuídos em 450 municípios. Com relação  à internet, 79% dos domicílios e 83% dos usuários têm acesso à internet, sendo que 18% acessa exclusivamente pela rede móvel e 20% apenas por Wi-Fi. 

A Bemol começou, há cerca de uma década, a levar internet e Wi-Fi para diversas localidades, conectando as lojas e a população local. A rede, hoje, está em 50 municípios, inclusive atendendo seis cidades no interior do Amazonas. “Distribuímos link por meio de internet via satélite”, disse Arruda.  

Conforme relatou Arruda, a região amazônica é abastecida por apenas três rotas de internet que atendem ao Amazonas e à Roraima. São elas: BR-319; linhão de Tucuruí; e BR-174. “Todos os desafios que temos hoje de internet passam por uma destas redes. Em 2017, conversando com o NIC, vimos o projeto de OpenCDN e a região precisava de um projeto como este”, disse Arruda. 

O projeto OpenCDN visa a facilitar a distribuição de conteúdo no Brasil, melhorando a qualidade da internet e abaixando os custos. O piloto do projeto entrou em operação em Salvador em 2018. Atualmente, três localidades contam com o OpenCDN: Salvador, Manaus e Brasília. 

A criação de células de distribuição de conteúdo ligadas aos pontos de troca de tráfego (PTT) no IX.Br nas diversas regiões do Brasil. O OpenCDN oferece aos provedores de internet a possibilidade de obter o conteúdo das maiores CDNs no PTT do IX.br da localidade, disponibilizando conectividade até as CDNs participantes, por meio de sistema autônomo do OpenCDN.

Em Manaus, o OpenCDN fica em datacenter da Bemol e começou a operar em maio de 2021. “O OpenCDN veio com objetivo de compartilhar as caixas com todos os provedores, popularizar o conteúdo que se tem e tirar a região da sombra da internet. O casamento deu certo”, contou Arruda. A Bemol tem faturamento na casa dos R$ 3 bilhões e, segundo apresentado por Arruda, vem registrando crescimento de 10% ao ano. 

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