Publicada em: 08/04/2021 às 17:30
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Phoenix Fiber enxerga redes neutras e compartilhamento como futuro da fibra ótica
Roberta Prescott

O modelo de redes neutras é o futuro para o provimento de banda larga. Presente em 11 cidades (duas no Espírito Santo; duas em Minas Gerais; quatro em Goiás; e três no Rio Grande do Sul) com um total de 1.500 km de cabos implantados, a Phoenix Fiber está expandindo a atuação para mais 38 cidades nas regiões Centro-Oeste e Sul. “Entendemos que esse é o futuro: vão ter as empresas de infraestrutura com redes neutras e as prestadoras dos serviços que vão alugar a rede e prover os serviços para o cliente final”, disse o vice-presidente de operações da Phoenix Fiber, Antonio Parrini.  

Para ele, o mercado de redes neutras de fibra ótica hoje está na mesma condição que o mercado de torres estava no começo dos anos 2000, quando as telcos viam os equipamentos como vantagem competitiva. Com a cobertura mais ampla, as concessionárias enxergaram que poderiam vender a infraestrutura e focar no serviço. “Elas viram que era uma briga insana de quem gastaria mais Capex; era uma torre ao lado da outra. A mesma coisa que acho que vai acontecer com fibra ótica, pois não tem sentido ter redes sobrepostas em uma mesma localidade. O mercado vai caminhar para ter uma rede só e ela ser neutra e compartilhada”, analisou o vice-presidente. 

Questionado sobre se isso faz sentido para uma prestadora de serviços de Internet que entrou em uma região não atendida e montou a rede, Antonio Parrini explicou que, apesar desta característica ser uma vantagem competitiva, existem outras centenas a milhares de localidades nas quais ele não está e que contratar de operadoras de redes neutras é uma alternativa de expansão. Outro ponto levantado é que a infraestrutura compartilhada também pode ser adotada para aumentar a capacidade em locais onde o operador já atua.  

A Phoenix Fiber começou em 2018 a construir redes neutras — não houve aquisição, sendo a infraestrutura montada pela empresa. A empresa passa infraestrutura de fibra ótica até a residência (FTTH), cabendo a quem for operá-la ativá-la. “Fazemos redes passivas, ou seja, não fornecemos os equipamentos eletrônicos, mas fazemos a rede externa e entregamos a fibra acabada, chegando ao poste, ao prédio ou à casa do cliente”, explicou o VP. Atualmente, são quase 200 mil homes passed. 

Ele explicou que a rede já nasce para ser compartilhada. A empresa consegue colocar duas ou três operadoras na mesma rede de fibra ótica, o que, segundo o VP, representa uma “vantagem intangível de deixar os postes menos sobrecarregados”.

Parrini não revelou o número de clientes, mas afirmou que os provedores de internet estão no foco. “Mercado de provedores de internet, os ISPs, é o que a gente procura”, salientou Parrini. As concessionárias de telecomunicações também estão no radar da empresa.   

A empresa foi premiada, em dezembro de 2020, no Furukawa Electric Awards com o projeto da Phoenix, que consistiu na construção de uma rede neutra de alta qualidade, que pode ser compartilhada entre várias operadoras para a oferta de uma série de serviços - dados, voz, imagem, streaming de vídeo, etc. Na maioria das cidades, a Phoenix utilizou solução 100% Furukawa (cabos, caixas, acessórios e outros materiais de rede externa).   

Modelo de negócio

De acordo com Antonio Parrini, a Phoenix trabalha apostando no sucesso de seu cliente e a cobrança é dividida em duas partes. Uma fixa, com valor cobrado mensalmente, e uma parte variável que é contabilizada segundo a quantidade de clientes finas. “Temos receptividade muito boa, porque é um modelo que basicamente estamos acreditando no crescimento do ISP ou da operadora, a parte fixa é uma parte menor no valor”, explicou. Com a expansão, a empresa espera triplicar faturamento, área de cobertura e quilômetros de infraestrutura.  


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