Publicada em: 18/01/2021 às 13:36
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Proteger as redes é fundamental para mitigar ataques em tempos de covid-19
Redação da Abranet

Com o aumento das vulnerabilidades digitais e a potencialização dos ataques cibernéticos, proteger as redes — tanto domésticas quanto corporativas — passou a ser questão fundamental e central na estratégia de cibersegurança.

Conforme apontou Alexis Aguirre, diretor de cibersegurança da Unisys para a América Latina, em artigo enviado à imprensa, as redes domésticas são pontos de acesso a dados corporativos e, sobrecarregadas pela adoção do trabalho remoto massivo, deverão ter aumento significativo nos ataques cibernéticos. 

“Da mesma forma, os cibercriminosos devem intensificar abordagens maliciosas em e-mail e telefones celulares pessoais, via mensagens por SMS e comunicadores. Os criminosos aprenderam rapidamente que, se puderem acessar redes domésticas e dispositivos pessoais é muito provável que consigam acessar informações corporativas também”, detalhou.

O aumento contínuo de ataques a infraestruturas de redes legado, como a VPN (sigla em inglês para Rede Virtual Privada) deve ser outra preocupação, apontou Aguirre. “Como muitas organizações agora estão sobrecarregadas com conexões por meio de VPN, os cibercriminosos veem uma oportunidade de suas investidas serem encobertas em meio a esse tráfego de dados colossal.” 

O diretor de cibersegurança da Unisys para a América Latina também chamou a atenção para a necessidade de instituições de saúde redobrar atenção à segurança de dados para evitarem o vazamento das informações como prontuários médicos e dados pessoais de pacientes para criminosos em todo o mundo.

De acordo com Alexis Aguirre, existe um movimento crescente do uso de redes sociais para desacreditar publicamente as empresas que não respondem aos pedidos de resgate de ransomware, tipo de ciberataque que restringe o acesso ao sistema infectado com uma espécie de bloqueio dos dados e cobrança de um resgate em criptomoedas para liberar o acesso.  

Falando sobre phishing está em ascensão, o especialista lembrou que a tática criminosa que ludibria as pessoas a compartilhar informações confidenciais, como senhas e número de cartões de crédito, por meio de e-mails e mensagens maliciosas, segue em alta. “Essa prática, que remete aos primórdios da internet, continuará a ser uma prática de sucesso para os cibercriminosos conseguirem acessar informações confidenciais ou instalar malware em sistemas”, apontou. 

Já com relação aos ambientes em nuvem, ele ressaltou que os mesmos estão sendo intensamente escaneados e atacados. “Muitas organizações tiveram de mover rapidamente aplicativos e infraestrutura para a nuvem por conta da adoção repentina e massiva do home office após a deflagração da pandemia de Covid-19”, explicou, acrescentando que a transformação digital acelerada pode ter sido descuidada em relação à segurança, com organizações não garantindo a proteção dos ambientes de forma adequada.


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