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Segurança no open banking vai além da infraestrutura
Por: Roberta Prescott - 18/06/2021

A educação, que é um dos principais pontos para prevenir fraudes e crimes cometidos a partir da engenharia social, é um dos principais pilares para garantir a segurança em open banking. E ela nada tem a ver com infraestrutura de segurança.

“É importante as pessoas saberem como vai funcionar o ecossistema, como se dará o compartilhamento do dado. A educação sobre a jornada do compartilhamento e open banking é tão importante como infraestrutura de segurança”, destacou  Karen Machado, gerente-executiva de open banking no Banco do Brasil, ao participar do painel “Open banking: desafios para uma implementação segura e eficiente”, realizado pela Mobile Time.

Open banking dará mais poder ao consumidor e promete proporcionar produtos e serviços mais adequados e personalizados, no entanto, fomentar a segurança do ambiente é fundamental — e isso passa pela educação da população com relação ao funcionamento do sistema de banco aberto.

“Vejo mais autonomia para consumidor, menores custos de processos, maior qualidade de serviço e maior competitividade de mercado. E as pessoas precisam entender o processo de consentimento, que é de instituição para instituição, de produto para produto. Não é consentimento geral; as pessoas têm o controle do tipo de informação que vão dar e a qualquer momento podem revogar o consentimento”, destacou Renato Hormazabal, arquiteto de segurança da HypeFlame.

Para tanto, todos os elos do sistema passarão por uma curva de aprendizado. Para Gilmar Hansen, vice-presidente de produtos da Recarga Bay, o open banking é diferente do Pix. O Pix foi linear, no dia D estava no ar. No open banking, existe muito processo de aprendizado, tem uma curva de saber a melhor forma de usar a informação e como prover a informação da melhor forma”, apontou. E essa curva de aprendizagem, acrescentou Karen Machado, do BB, inclui explicar para os clientes o que é open banking e como eles podem se beneficiar.

Os participantes do painel asseguraram que open banking é seguro e que há um enorme trabalho sendo feito para garantir a integridade da infraestrutura. “São várias camadas que temos de proteger e muitas camadas de autenticação e muitas APIs que trabalhamos em cima. São muitos testes e testes de estresse”, assinalou Renato Hormazabal, da HypeFlame.  

De acordo com ele, open banking se difere bastante do Pix, pois esse último “teve escopo fechado e minúsculo e o desenvolvimento pelas instituições foi mínimo”. Já no open banking é diferente, uma vez que tem muita troca de informação e muitas chaves. “Não adianta um fazer o lado e o outro não fazer, porque pode surgir brecha”, disse. A recomendação de Hormazabal é contar com equipe de desenvolvimento capacitada. “Também temos de ter em mente que o open banking usa tecnologias seguras. Mas não estamos resguardados contra fraudes, principalmente, de engenharia social”, acrescentou Hormazabal. 

“Vai ser processo de aprendizado. O pix também sofreu e criou uma centralização de fraudes. É importante saber que a fraude vai existir;  tem de saber como sair dela e educar a população para fazer melhor uso de open banking”, apontou Gilmar Hansen.

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