Publicada em: 25/09/2020 às 11:30
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Sucesso do PIX depende da experiência do usuário
Roberta Prescott

Quem trabalha com meios de pagamentos digitais já tem visto os benefícios que as transações digitais geram em uma transação comercial. No entanto, não se trata apenas de trocar o dinheiro em papel ou os meios atuais de pagamento pelo digital. É necessário primar pela experiência do usuário e cuidar para que todo o processo seja fácil, amigável e eficiente.

A visão é de Tulio Oliveira, vice-presidente e country manager do Mercado Pago Brasil, e foi corroborada pelos demais debatedores da primeira edição do Café com PIX, promovido pela Abranet e Mercado Pago, e que contou com a participação de Carlos Eduardo Brandt, chefe-adjunto do Departamento de Operações Bancárias e de Pagamentos do Banco Central, e do Eduardo Neger, presidente da Abranet. 

Para Tulio Oliveira, a entrada em vigor do PIX vai aportar agilidade e eficiência ao sistema, principalmente, devido ao seu funcionamento 24 horas nos sete dias da semana. “O grande desafio está no lado das empresas, que vão ofertar isto, com relação à experiência de usuário para que seja simples. E também como o comércio vai se adaptar e oferecer de forma que o comprador identifique que pode fazer transação digital no estabelecimento”, disse.

O líder do Mercado Pago Brasil disse acreditar que PIX vai gerar aumento de competitividade para o consumidor. “O arcabouço regulatório que vem na última década tem permito mais competição. Desde 2013 até agora muitas empresas entraram”, disse.

Um dos impactos esperados pelo PIX é para os pequenos comerciantes e no e-commerce. As empresas de comércio eletrônico ainda usam muito boleto como forma de pagamento, um meio que onera a operação logística. “Você separa o item do estoque e espera o pagamento. Se o cliente não paga, o item volta para o estoque e, neste tempo, pode ter perdido alguma venda. Boleto gera bastante ineficiência operacional”, explicou Oliveira.

Por fim, ao abordar o impacto do PIX para a retomada do crescimento econômico no pós-pandemia, Oliveira afirmou que o novo sistema deve ser um vetor de propulsão. “Ele entra em momento quando a população está mais digital. Apesar do momento difícil económico, muita gente foi inserida digitalmente”, finalizou.

Assista à íntegra do debate.


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