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Wi-Fi 6 e 5G trazem oportunidades iguais de negócio para as empresas de internet
Por: Roberta Prescott - 19/01/2021

O Wi-Fi 6 e o 5G vão gerar oportunidades equivalentes de negócios às empresas de internet, devido à baixa latência e largura de banda, apontou Max Tremp, diretor de engenharia da Cisco América Latina, em coletiva de imprensa, realizada nesta terça-feira (19/1), na qual comentou o estudo Tech Trends: 2021 and Beyond, que traz as perspectivas e apostas da Cisco para 2021.  

O novo estudo reuniu os insights de mais de 23 mil CIOs e profissionais de TI no mundo (incluindo Brasil entre os países da América Latina pesquisados) para 6 tendências, que vão de 5G e Wi-Fi 6 e segurança até o aumento do uso de sensores. 

O Brasil, destacou, é depois dos Estados Unidos — onde a FCC, agência reguladora, aprovou a faixa dos 6 GHz — e do Chile, o país da região que colocou o espectro em consulta pública.  O estudo mostra que o Wi-Fi 6 é muito similar enquanto largura de banda e latência ao 5G, então, há muitos casos de usos em IoT, em estádios, centros comerciais, onde haja muita densidade para não ter de colocar tantos hotspots.

“Wi-Fi é a tecnologia sem fio que tem a maior porcentagem de uso dentre todas as tecnologia sem fio. E também pode haver a combinação com outras tecnologias como Lora”, reforçou o executivo da Cisco.  Há espaço também para as aplicações mais sofisticadas, como as de bordas da rede para, por exemplo, automatizar plataformas petroleiras e na agricultura. 

A combinação de 5G e Wi-Fi 6 terá também um papel relevante para reduzir a lacuna digital. Max Tremp explicou que as tecnologias se complementam na medida em que o 5G está melhor desenhado para áreas abertas e banda larga fixa, enquanto que Wi-Fi 6 se ajusta melhor para fábricas, estádios, centros de convenções, hotspots etc. 

Mesmo que existam alguns pilotos de 5G, Tremp observou que ainda há potencial para explorar o 4G na América Latina. O especialista acredita que a evolução para o 5G será progressiva e levará algum tempo, até em função dos custos para a infraestrutura. Já o Wi-Fi 6/Wi-Fi 6E está disponível no mercado e para ampliar sua cobertura basta abrir a banda de 6 GHz às empresas de internet. No continente, Estados Unidos e Chile já liberaram o espectro, enquanto que Argentina, Brasil, Canadá, Costa Rica, Colômbia, México e Peru estão em processo de consulta.  

No Brasil, a faixa de 6 GHz, de 5,925 GHz e 7,125 GHz, deve ser alocada para uso não licenciado, abrindo caminho para aplicações de Wi-Fi. A indicação, feita pela Anatel em 10 de dezembro, foi aplaudida pela Coalizão Wi-Fi6E Brasil, da qual a Abranet é signatária ao lado de outras instituições como Abrint, Oi, Amazon, Apple, Facebook, Google, Internetsul e Qualcomm. A Coalizão Direitos na Rede também celebrou a decisão da agência. A sugestão, que está em consulta pública, passou de forma unânime no colegiado anatelino, apesar de toda a pressão em contrário exercida pelas operadoras celular e pelos fabricantes de equipamentos de rede móveis.     

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