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Wi-Fi Alliance defende 6 GHz para Wi-Fi 6 e harmonização de serviços na faixa
Por: Roberta Prescott - 04/03/2021

A banda de 6 GHz é exclusivamente adequada para a expansão do Wi-Fi, afirmou Alex Roytblat, vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Wi-Fi Alliance, durante sua apresentação no evento Wi-Fi 6E Brasil, organizado pelo Wi-Fi NOW, nesta terça-feira, 2/3. Entre as justificativas, ele apontou a possibilidade de reúso de equipamentos, características de propagação de largura de banda e a coexistência com operadoras incumbentes.

"Todos os reguladores do mundo gostariam de disponibilizar espectro para habilitar essa tecnologia de comunicação. Mas existem outros usuários na banda, e como podemos garantir a harmonia com os usuários que estão lá, como, por exemplo, os serviços fixos de micro-ondas por satélite que precisam continuar operando sem interferência?"

Para o executivo, uma das formas de proteger os operadores históricos em 6 GHz é limitar a energia do sinal Wi-Fi no receptor estabelecido. Atualmente, os incumbentes que utilizam a faixa dos 6 GHz são o serviço de satélite fixo (FSS, na sigla em inglês) e os links de comunicação ponto a ponto.

"É uma técnica regulatória simples para administrar a interferência. Os reguladores em todo o mundo estão criando três classificações regulatórias. A primeira é com dispositivos de baixíssima potência que operam com potência de sinal mínima abaixo de 25 miliwatts e, assim, limitam a quantidade de energia que chega aos receptores incumbentes. A segunda é com dispositivos internos de baixa potência que operam com baixa potência, de 200 ou 250 miliwatts, e são necessários para permanecer dentro da estrutura do edifício, e isso é importante porque a estrutura do edifício atenua o sinal e não chega ao receptor de link fixo de micro-ondas ou ao receptor de satélite que está 36.000 quilômetros acima da linha do Equador. E por fim os dispositivos de energia padrão, que são atualizados em uma base coordenada", detalhou, fazendo referência à VLP (Very Low Power); à LPI (Low Power Indoor-only) e aos dispositivos de energia padrão.

Ao comentar sobre os regulamentos que estão sendo publicados, Roytblat avaliou que há uma uniformidade e que, apesar de variações de país a país, os reguladores estão chegando à mesma conclusão. "As leis da física são iguais em todos os lugares. Então, para os dispositivos de baixa potência, você pode ver as bandas de frequência e os níveis de potência que estão sendo adotados e, na verdade, a decisão do Brasil é um pouco mais flexível nos níveis de potência", observou.

Com base nesses parâmetros, equipamentos desenvolvidos para o mercado sul-coreano ou para o mercado norte-americano seriam capazes de operar no Brasil, atendendo às restrições regulatórias adotadas pela Anatel. "Os reguladores estão reconhecendo e avançando com a habilitação desses dispositivos, mas o que é importante é que deve haver uma quantidade suficiente de espectro disponível, não apenas para hoje, mas para o futuro de implantações de Wi-Fi", advertiu.

Segundo ainda o vice-presidente de Assuntos Regulatórios da Wi-Fi Alliance, a Europa discute disponibilizar apenas 500 MHz para o Wi-Fi, uma posição distinta da do Brasil, Coreia do Sul, Chile e de outros países. "Wi-Fi é uma tecnologia de espectro dinâmico que precisa da diversidade de canais e por isso é tão importante ter a disponibilidade, como os três canais de 320 megahertz que foram disponibilizados no Brasil", destacou. Alex Roytblat lembrou que a edição da próxima Conferência Mundial de Rádio em 2023 (WRC-23) debaterá novamente a banda de 6 GHz, mas enfatizou que não é necessário esperar até lá para iniciar o uso do Wi-Fi 6 E.

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