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ABRANET: Empresas de internet provaram seu valor em 2020
Por: Roberta Prescott - 16/12/2020

O ano de 2020 foi, sem dúvida, um dos mais desafiadores das últimas décadas e colocou à prova as redes de telecomunicações do Brasil — e do mundo —, que tiveram, de uma hora para outra, suportar uma altíssima demanda por serviços ofertados em cima da internet. O aumento no volume de tráfego foi um dos aspectos que marcam o período da pandemia da Covid-19. Ao fazer um balanço do ano, o presidente da Associação Brasileira de Internet, Eduardo Neger, enumerou cinco aspectos que foram marcantes.

“O primeiro impacto que todos tiveram foi com relação aos EPIs. Não lembramos agora, mas havia falta destes equipamentos. O primeiro desafio foi a continuidade das operações quando começou a pandemia, de como seguir trabalhando”, disse. Ainda no início, havia a preocupação das empresas com relação à sustentabilidade de seus negócios, como eles iriam permanecer do ponto de vista financeiro. “Havia uma preocupação muito grande com relação à inadimplência”, apontou Neger, acrescentando que a valorização do dólar também foi outro desafio.

O terceiro ponto foi o aspecto técnico. “Temos de elogiar as empresas do setor. Em poucas semanas, dias, o tráfego cresceu, especialmente no segmento doméstico. As empresas que fizeram a lição de casa, que tinham uma rede estruturada em fibra ótica, com tecnologia atualizada e boa capacidade conseguiram suprir este aumento no tráfego de dados.”

A cooperação entre as empresas do setor foi o quarto aspecto enumerado por Neger. De acordo com ele, ao identificar problemas de conectividade em suas regiões, muitas empresas atuaram, até de maneira voluntária, levando conexão a hospitais e escolas, especialmente, no interior do País. 

O quinto ponto está ligado à questão da essencialidade do serviço de internet. “Se havia alguma dúvida se internet é um serviço essencial, ela não existe mais. Ficou claro que serviço de internet é essencial para a vida de todos, não só das empresas, como das pessoas; e essa tendência não volta mais”, frisou. 

Para Neger, o setor da internet sai fortalecido e com abertura para atuar em outros segmentos, ofertando mais serviços, por exemplo, atuando na cobertura de conectividade e na infraestrutura dentro da casa do cliente. 

Na entrevista, o presidente da Abranet também considerou como uma vitória para o setor o fato de a Anatel ter indicado que pretende destinar toda a faixa de 6 GHz – aí entendido o naco de 1200 MHz entre de 5,925 GHz e 7,125 GHz – para uso não licenciado, ou seja, para aplicações de WiFi, notadamente na nova geração dessa tecnologia, batizada de WiFi 6E, mais eficiente e capaz de atingir velocidades de transmissão próximas a 10 Gbps.  

Para 2021, Neger salientou a necessidade de se endereçar a faixa de 450 MHz para uso de aplicações de internet das coisas (IoT, na sigla em inglês), principalmente, para as áreas rurais. O novo regulamento de qualidade da Anatel e o início das multas decorrente de não conformidade à Lei Geral de Proteção de Dados também estarão na pauta dos provedores de internet.

“O primeiro desafio é entender como vai seguir esta questão da pandemia, que não acabou ainda. Os serviços de internet vão continuar com esta essencialidade. A grande questão que fica é que se esta mudança de comportamento gerada pela pandemia vai permanecer ou se, com a normalização das atividades, ela vai desaparecer. Entendemos que não será nem tanto lá, como cá, teremos algo misto”, avaliou. 

Assista à entrevista em vídeo na íntegra: 

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