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Mais de 30% dos brasileiros acham que lixo eletrônico é spam
Por: Da Redação da Abranet* - 07/10/2021

Quinto maior produtor de lixo eletrônico no mundo, o Brasil é, porém, um dos que menos recicla – só 3% dos resíduos. E como aponta uma pesquisa da gestora de logística reversa Green Eletron, ainda há desinformação e, especialmente, carência de locais de descarte adequados próximos da maioria das pessoas. 

A pesquisa ‘Resíduos eletrônicos no Brasil – 2021’ indica que 87% da população guarda algum tipo de eletroeletrônico sem utilidade em casa por mais de 2 meses e 25% da população nunca levou seus resíduos eletrônicos até um ponto de coleta, ou Ponto de Entrega Voluntária (PEV). A pesquisa apontou também que quanto mais próximos os PEVs estão do consumidor, maior será a frequência do descarte. Somente 13% da amostra não guarda nenhum dos itens considerados lixo eletrônico em casa. Entre os que guardam, 31% estão guardados há mais de um ano. 

Entre os entrevistados, 75% não sabem que todos os eletroeletrônicos podem ser reciclados, se descartados da forma correta. Pilhas e eletrônicos pequenos são os mais comumente acumulados: 72% dos brasileiros dizem ter celulares e smartphones guardados em casa (mesmo esse item sendo um dos mais descartados também); 48% têm telefones fixos, modens, tablets e notebooks. Além disso, 31% dizem guardar há mais de 1 ano algum aparelho sem utilidade, entre os principais: câmeras e gravadores (42%), carregadores de celulares (41%) e aparelhos de CD e DVD (40%).

Um terço dos entrevistados (33%) nunca ouviu falar em pontos ou locais de descarte correto para lixo eletrônico. Desses, o índice de desconhecimento entre a classe C foi maior (41%) do que a classe A (24%) e B (26%). Para quem já ouviu falar dos pontos de coleta, mas nunca levou seus eletrônicos usados para descartar nesses locais, os PEVs, apenas 7% dão destino correto ao lixo eletrônico mesmo assim (doam, vendem ou chamam alguém para retirar). 

Ainda sobre as pessoas que já ouviram falar dos pontos de coleta, mas nunca levaram seus eletrônicos usados para descartar nesses locais, 20% não sabem onde há um coletor, 21% dizem que é distante e 21% que não existem pontos de coleta onde mora. No total, 25% dos brasileiros que já ouviram falar em PEVs nunca levaram aparelhos para serem descartados no local. 

Dos outros 75% que levaram algum lixo eletrônico aos pontos de coleta - os níveis variando principalmente entre classes sociais - A (84%), B (75%) e C (69%)- , mais da metade disse que os postos de coleta estão a mais de 15 minutos de sua residência (de carro) e 10% não sabiam onde havia um posto perto de sua residência. 

Dos itens que as pessoas mais descartam corretamente, a maior parte da população já levou pilhas e baterias (66%), celulares e smartphones (58%). Menos de 25% dos entrevistados que já descartaram, levaram: chuveiros (24%), TVs (24%), impressoras (23%), fones de ouvido (19%), lanternas (16%), brinquedos eletrônicos (15%), carregadores (12%), câmeras (11%), secadores de cabelo (11%). 

Entre os participantes da pesquisa, 87% já ouviram falar em lixo eletrônico e 42% dos brasileiros relacionaram o conceito aos aparelhos quebrados. Um terço dos entrevistados (33%), entretanto, acreditam que lixo eletrônico está relacionado ao meio digital, como spam, e-mails, fotos ou arquivos, o que mostra que ainda existe muita dúvida: afinal, 71% alegaram que não há muita informação na mídia sobre o assunto. A maioria dos brasileiros (87%) guarda algum tipo de eletroeletrônico sem utilidade em casa e mais de 30% fica com eles por mais de um ano.

Jovens com idades entre 18 e 25 anos declaram maior desconhecimento do que é lixo eletrônico, 14%, contra 5% dos adultos de 26 a 45 anos e 3% dos mais experientes (46 a 65 anos). Apesar disso, os jovens associam menos o lixo eletrônico ao spam (28%), enquanto 36% da segunda faixa etária e 31% da última já ligaram os termos alguma vez. O estudo também indicou quais os aparelhos mais considerados pela população como recicláveis ou não, além das dificuldades para encontrar um ponto de coleta.

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