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OpenCDN quer descentralizar conteúdo na internet brasileira
Por: Roberta Prescott - 31/10/2022

O projeto OpenCDN, uma iniciativa do Comitê Gestor da Internet do Brasil e do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR de compartilhamento de infraestrutura para aproximar CDNs de pontos de troca de tráfego (PTTs), tem como objetivo descentralizar o conteúdo na internet brasileira e outras localidades devem receber o sistema em breve.

“Nosso projeto é levar para 30 PTTs, mas dependemos de uma série de fatores. Aos poucos, estamos ampliando o projeto”, disse Antonio Marcos Moreiras, gerente de projetos e desenvolvimento do Ceptro.br/NIC.br, durante o IX Fórum, realizado em São Paulo.

Atualmente, o projeto está em Salvador, Manaus e Brasília. Recife pode ser a próxima localidade, já que há conversas do NIC com a Um Telecom; e lá a OpenCDN deve começar operando com a Netflix. “Estamos tentando costurar acordos e achar locais para outras OpenCDNs em cidades como Belém e Cuiabá. Tivemos algumas conversas já”, disse Moreiras.  

A visão é de que toda a estrutura no Brasil seja mais descentralizada. “O País tem dimensões continentais. Também pode ser uma estratégia legal para quem é de conteúdo estrangeiro. Pode começar por São Paulo, que tem grande porcentagem de rotas BGP e muitos estão conectados em SP, mas o delay é alto, é uma ligação de longa distância”, disse Moreiras. O ideal, completou, é espalhar os caches pelo Brasil todo, o que exige altos investimentos. A iniciativa de compartilhamento de infraestrutura visa a diminuir os custos. 

Como funciona 

Dentro da iniciativa, o NIC busca nas localidades um datacenter — com o qual pode firmar acordo comercial ou pode ser como no caso da Bemol, que cedeu espaço. Também contrata um link internet por meio de acordos comerciais e não-comerciais, como tem com a RNP e, com a combinação de datacenter mais o link, montamos um sistema autônomo que é interligado ao PTT local. 

Assim, são criadas células de distribuição de conteúdo ligadas aos pontos de troca de tráfego (PTT) no IX.Br nas diversas regiões do Brasil. Atualmente, existem no IX.br 35 PTTs, sendo o de São Paulo o maior do mundo. 

Dentro da arquitetura também são convidadas CDNs e outros sistemas autônomos com objetivo de acessar o conteúdo. “É opt-in; os participantes do PTT podem aderir ou não à OpenCDN. Claro que imaginamos a adesão de todos, mas, às vezes, o provedor já tem os caches dentro da rede dele ou tem questão de custo”, explicou Moreiras. O custo é rateado por todos os participantes. 

O piloto do projeto entrou em operação em Salvador em 2018. Atualmente, três localidades contam com o OpenCDN: Salvador, Manaus e Brasília. O OpenCDN oferece aos provedores de internet a possibilidade de obter o conteúdo das maiores CDNs no PTT do IX.br da localidade, disponibilizando conectividade até as CDNs participantes, por meio de sistema autônomo do OpenCDN.

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