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Metade da população mundial não tem acesso à Internet

22 de julho de 2016

por Roberta Prescott

Metade da população mundial não tem acesso à Internet
Mais da metade da população mundial — um contingente de 3,9 bilhões pessoas — ainda não tem acesso à Internet, apesar da queda nos preços dos serviços de tecnologia da informação e comunicação (TIC), revelou a União Internacional de Telecomunicações (UIT) nesta sexta-feira (22/07). A maior parcela dos “sem acesso” (2,5 bilhões) vive em países em desenvolvimento. No que se refere à penetração do acesso à Internet, o estudo ICT Facts & Figures (clique aqui para ver a íntegra da pesquisa - em PDF) mostrou uma gritante diferença entre os países. Enquanto a taxa é de 81% nas nações desenvolvidas, nas em desenvolvimento a taxa cai para 40% e para 15% nos países menos desenvolvidos (LDCs, na sigla em inglês para least developed country). A expectativa da UIT é que a penetração Internet banda larga fixa alcance 12 de cada 100 habitantes do planeta no fim deste neste ano, tendo Europa (30 por 100 habitantes com assinatura do serviço), América (18,9) e Comunidade dos Estados Independentes (15,4) as taxas mais altas. Na comparação com base no desenvolvimento dos países, os mais desenvolvidos devem fechar 2016 tendo 30,1% de seus habitantes com assinatura de Internet banda larga fixa, mais que o triplo dos 8,2% dos países em desenvolvimento e 0,8% dos LDCs. O estudo revelou que o alto crescimento do acesso à Internet na China tem sido puxado pelo avanço da Internet banda larga fixa na Ásia-Pacífico, região cuja penetração de assinantes deve passar de 10% no fim deste ano. Por outro lado, a penetração do acesso à banda larga fixa na África e nos países menos desenvolvidos (LDCs) deve permanecer abaixo de 1%. Nos países árabes, a taxa esperada é de 4,8%. Com relação à telefonia móvel, o estudo mostrou que 7 bilhões de pessoas (95% da população global) vivem em áreas cobertas com redes de celular (2G ou mais), sendo 84% com acesso à banda larga móvel — na área rural, o porcentual cai para 67%. Na avaliação da UIT, as redes de quarta geração (LTE) expandiram-se rapidamente nos últimos três anos, chegando a cobrir 4 bilhões de pessoas (53% da população mundial). Nos países em desenvolvimento, o número de assinantes de banda larga móvel continua a crescer a uma taxa de dois dígitos, tendo alcançado penetração de 41%. O número total de assinantes no mundo é esperado chegar a 3,6 bilhões no fim de 2016. Sem especificar a tecnologia, o estudo mostrou que metade dos lares do planeta tem acesso à Internet — no continente americano, o índice é de dois terços dos lares. Preços e velocidades  O ICT Facts & Figures, da UIT, também comparou os preços dos serviços de Internet e apontou para uma queda nos valores desde 2013. Apenas cinco países menos desenvolvidos (LDCs) haviam conseguido baixar os valores para tornar o acesso à Internet mais acessível no fim de 2015 — uma meta estabelecida em 2011 pela Broadband Commission for Digital Development. A entidade mede os valores em PPP$, sigla para paridade do poder de compra. Por este índice, os serviços de banda larga móvel tornaram-se mais acessíveis que os de banda larga fixa. De acordo com o estudo, plano básico de banda larga fixa custa duas vezes mais que o da banda larga móvel. Nos países menos desenvolvidos, os serviços de banda larga fixa custam, em média, três vezes mais que os de banda larga móvel. Na comparação dos preços ofertados, quanto mais desenvolvidos os países são, menos os planos custam. Para os serviços moveis, enquanto nos países desenvolvidos o preço é de PPP$ 15,9, nos em desenvolvimento quase dobra chegando a PPP$ 30,8, um montante parecido com os PPP$ 39.9 dos LDCs. Na banda larga fixa, as diferenças são maiores: PPP$ 27,8 nos desenvolvidos; PPP$ 67,3 nos em desenvolvimento e PPP$ 134 nos LDCs. As diferenças entre as nações permanecem no que tange à velocidade da Internet. No início deste ano, três em cada quatro assinantes de banda larga fixa tinham conexão superior a 10 Mbps nos países desenvolvidos, enquanto a média cai para dois em cada quatro assinantes nos países em desenvolvimento. Nos países menos desenvolvidos, penetração de banda larga fixa continua muito baixa e apenas 7% dos assinantes contam com velocidades superiores a 10 Mbps.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

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