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Brasileiros se abrem para novos meios de pagamentos

14 de maio de 2021

por Da Redação da Abranet*

Enquanto o mundo entrava em um lockdown pandêmico em 2020, consumidores mudaram seus hábitos de consumo aderiram às compras online e adotaram os pagamentos por aproximação. À medida que as lojas físicas fecharam e o distanciamento social se tornou necessário, comerciantes e varejistas em todo o mundo migraram seus negócios para a Internet, adotaram o e-commerce, explorando o potencial do comércio omnichannel. Mais de um ano depois, uma pesquisa da Mastercard mostra que a adoção de novas tecnologias de pagamento está aumentando em todo o mundo, e o apetite do consumidor por novas experiências digitais rápidas e flexíveis continua a crescer.O estudo Mastercard New Payments Index, realizado em 18 mercados em todo o mundo, revelou que 77% dos entrevistados brasileiros testaram uma nova forma de pagar no último ano que não teriam testado se não fosse pelas imposições da pandemia. Além disso, 83% dos respondentes afirmaram estar mais abertos para novas formas de pagamento agora do que estavam a um ano.Perguntados sobre suas compras nos últimos 12 meses, os consumidores brasileiros revelaram que este foi um período em que entraram em contato com novas formas de consumir. Mais de 30% realizaram compras online e retiraram seus pedidos pessoalmente (pick-up) pela primeira vez, enquanto 29% testaram comprar algo via aplicativos de redes sociais (como Instagram ou Facebook).Além disso, hábitos digitais que já estavam inseridos na rotina dos consumidores foram impulsionados nos últimos 12 meses. Cerca de 60% dos entrevistados revelaram que estão usando com mais frequência aplicativos de delivery de comida, enquanto 59% estão comprando mais por meio de marketplaces online e 57% realizaram mais compras em lojas online no último ano.Por outro lado, as compras presenciais e os pagamentos em dinheiro foram colocados em segundo plano. No último ano, 66% dos respondentes disseram ter realizado menos alguns tipos de compras presenciais, enquanto mais da metade (51%) dos entrevistados revelou estar realizando menos pagamentos em dinheiro. Os consumidores também revelaram que, em 2020, passaram a comprar mais em lojas que oferecem múltiplas formas de pagar.Um ano após o início da pandemia da COVID-19, a tecnologia de pagamentos por aproximação está mostrando seu poder de permanência e dinamismo - somente no primeiro trimestre de 2021, a Mastercard viu 1 bilhão de transações por aproximação a mais em todo o mundo em comparação com o mesmo período de 2020, com um maior impulso particularmente em mercados emergentes para este método como os EUA e o Brasil.Quando o mundo entrou em lockdown, a tecnologia de pagamentos por aproximação foi o catalisador digital para explorar novas opções de pagamento, devido à sua experiência rápida, segura e sem toque. Daqueles que já realizavam pagamentos por aproximação, 60% disseram ter utilizado esse método com mais frequência no último ano, enquanto entre os usavam QRcodes, 51% afirmaram que os utilizaram com mais frequência.Quando questionados sobre motivos que os levariam a testar novos métodos de pagamento, os consumidores brasileiros destacaram que ganho de tempo (58%) e evitar o uso do dinheiro (55%) são os aspectos mais importantes.Em 2020, o mundo mudou. A pandemia do novo coronavírus acelerou as mudanças de hábitos de pagamento no Brasil e no mundo. A transformação digital tornou-se um imperativo e isso acelerou as exigências da sociedade. Hoje, para oferecer a escolha e a flexibilidade que os consumidores precisam - e esperam - os comerciantes e varejistas precisam oferecer uma ampla gama de soluções de pagamento que sejam simples, rápidas e seguras. Conforme olhamos para o futuro, precisamos continuar a habilitar todas as opções, tanto na loja física quanto online, para fazer com que a economia digital funcione para todos, afirma Estanislau Bassols, Gerente Geral da Mastercard.O estudo foi realizado por Harris Polling e Mastercard Global Foresights, Insights and Analytics, entre os dias 26 de fevereiro e 10 de março de 2021. Foram realizadas entrevistas online com 15.569 consumidores em 18 países em quatro regiões do mundo, sendo 1.002 entrevistados no Brasil. A amostra foi nacionalmente representativa.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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