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  4. Highline projeta empresas de internet e PPPs como MVNOs no 5G

Highline projeta empresas de internet e PPPs como MVNOs no 5G

25 de junho de 2021

por Ana Paula Lobo

Highline projeta empresas de internet e PPPs como MVNOs no 5G
A Highline assume o interesse de participar no leilão 5G, mas assegura: não vai entrar na oferta de serviços aos consumidores finais. O plano da empresa, controlada pela norte-americana Digital Colony e que investe em redes e torres de telecomunicações, tanto que comprou as torres da Oi,  é negociar contratos com provedores Internet e com as operadoras de telecomunicações de menor porte. Eles teriam de assumir um compromisso de fazer a oferta do serviço ao consumidor porque a compra do espectro exige muitas obrigações. Nós, Highline, compraríamos a licença e daríamos a infraestrutura. Os parceiros seriam operadores virtuais, explicou o diretor de Estratégia e Novos Negócios, Luis Minoru, ao participar de um webinar promovido pelo portal TeleSíntese, sobre redes neutras. Minoru fez questão de rechaçar qualquer possibilidade de a Highline vir a competir com os seus clientes na oferta de serviços. Isso está fora dos nossos planos, garantiu. Segundo ele, há muitos provedores e operadores de menor porte que já são donos de infraestrutura e não vão querer esse tipo de acordo de compartilhamento e vão tão somente comprar infraestrutura passiva. Mas, adicionou, há outros que vão seguir investindo em fibra ótica- e a Highline não detém fibra ótica- mas não querem gastar com espectro 5G, mas almejam ofertar serviços com a nova tecnologia. Esse é o modelo que acreditamos ser o mais viável. Os nossos parceiros não vão se preocupar com a infraestrutura básica nem com espectro. Vão se preocupar em fazer serviços ao cliente final, detalhou. Quem também participou do webinar foi a American Tower, a principal empresa de infraestrutura de ativos do país. De forma mais cautelosa, Daniel Laper, diretor de Novos Negócios e IoT da empresa, disse que, sim, a empresa está atenta aos movimentos do leilão 5G e não descarta qualquer possibilidade de novo negócio. Laper afirmou que o 5G será um catalisador de infraestrutura sem precedentes e um impulsionador do compartilhamento de infraestrutura. Mas o executivo preferiu não definir muito quais seriam os passos da American Tower rumo ao 5G. Para a diretora do departamento de Políticas de Telecomunicações e Acompanhamento Regulatório do Ministério das Comunicações (MCom), Nathalia Lobo, o fato de as operadoras e provedores de infraestrutura poderem sentar à mesa e negociarem o compartilhamento será um ganho do 5G, uma vez que as operadoras vão se dedicar ao que sabem: prestar serviços aos consumidores e os detentores de infraestrutura vão se mobilizar para assegurar que as redes funcionem de forma adequada. Esse modelo mais à frente permitirá inovações. O brasileiro é criativo, pontuou.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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