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  4. Brasil teve quatro tentativas de fraude por minuto em 2021

Brasil teve quatro tentativas de fraude por minuto em 2021

28 de março de 2022

por Redação da Abranet

Brasil teve quatro tentativas de fraude por minuto em 2021
Em 2021, o Brasil registrou uma média de 3,7 tentativas de fraude por minuto entre 9h e 20h, período em que ocorrem 70% das tentativas de fraude no país. Os dados são do levantamento Device Fraud Scan 2022, concluído em março de 2022 pelo AllowMe, plataforma de proteção de identidades digitais com mais de 80 milhões de dispositivos móveis em sua base. O estudo mostrou que os segmentos financeiros estão no topo da lista daqueles que mais sofrem fraudes online no Brasil. Programas de fidelidade, instituições financeiras, fintechs, avaliações online e criptomoedas, nesta ordem, são os que mais registraram tentativas de fraude ao longo de 2021. O estudo completo pode ser acessado neste link. O Device Fraud Scan 2022 escaneou o comportamento do fraudador brasileiro, analisando mais de 155,6 milhões de transações da plataforma do AllowMe em 2021. Além de mapear os segmentos que mais sofrem fraudes, o levantamento do AllowMe identificou, ainda, os horários com maior incidência de fraudes, as fraudes mais aplicadas em cada segmento, entre outros dados que ajudam a entender o cenário de cibercrimes no Brasil. Com uma análise do dispositivo robusta que identifica o comportamento do fraudador é possível não apenas impedir que uma fraude ocorra, como antecipar qual o tipo de golpe pretendido, auxiliando na escolha de qual ação preventiva deve ser tomada. O horário com maior número de transações -- 11h -- é também aquele em que acontece a maioria das tentativas de fraude, 6,2% do total. Já entre 21h e 8h, a média cai para 1,6 fraude por minuto. “Com uma abordagem device centric, nós do AllowMe prevenimos fraudes, protegemos identidades digitais e reduzimos a fricção tornando as jornadas digitais mais seguras e simples. Este estudo é importante porque mostra que, ao realizarmos uma análise comportamental, conseguimos identificar atitudes suspeitas e ajudarmos as empresas a tomarem as melhores decisões de maneira bastante transparente”, diz Pamella Prevedel, head de produtos do AllowMe. A maior parte das tentativas de fraude (63,76%) ocorre no momento do login, ou seja, quando o usuário coloca seus dados cadastrais para acessar sua conta em um site ou aplicativo, por exemplo. Em segundo lugar (26,93%) aparece o momento do cadastro e, por fim, com (9,21%), o momento das transações. “O Device Fraud Scan é um estudo completo criado pelos especialistas do AllowMe para compartilhar conhecimento e experiência com o mercado, pois só nos unindo conseguiremos prevenir a fraude de maneira eficaz. A melhor forma de fazer isso é educando tanto profissionais do segmento de prevenção à fraude quanto as pessoas no seu dia a dia”, complementa Diana Carolina Herrera, head de Inteligência de Mercado do AllowMe. Entre as modalidades de fraude, o account takeover, ou roubo de conta, foi o golpe mais aplicado pelos fraudadores brasileiros no ano passado, totalizando 63% de tentativas de fraudes. Na lista das fraudes mais aplicadas em 2021 aparecem, ainda, abuso de promoção, fraude amiga/familiar, auto fraude, SIM swap, identidade sintética e numerador de contas. Além disso, o estudo identificou que 78,39% das transações realizadas em 2021 com IP comprometido -- ou seja, com histórico malicioso, de envio de spam ou phishing ou de propagação de vírus, por exemplo -- eram fraudulentas. Mais de 70% das tentativas de fraude analisadas pelo AllowMe em 2021 continham 2 ou 3 comportamentos suspeitos. Quando esses comportamentos são isolados, não necessariamente indicam uma tentativa de fraude. Contudo, a análise comportamental mostra que 19% das tentativas de fraude registradas em 2021 continham, ao menos, um proceder duvidoso. São considerados comportamentos suspeitos, por exemplo, o uso incomum de contas não cadastradas em um dispositivo, o uso de dois ou mais e-mails por um mesmo device, o comportamento incomum de geolocalização, o uso de e-mails descartáveis, as tentativas de reset de senhas por falhas de tecnologias ou mecanismos de negócio, entre outros. Mesmo utilizando um menor número de dispositivos (média de 1,2) do que os usuários comuns (média de 1,5), os fraudadores realizam mais transações. Um usuário comum faz, em média, 6,6 transações, enquanto a média entre os fraudadores é de 11 transações. Além disso, os fraudadores utilizam um mesmo dispositivo para acessar diferentes contas. Em 94,69% dos casos de tentativas de fraudes analisados pelo AllowMe, e-mails vazados foram usados para a criação de identidades sintéticas. Em 2021, 500 mil contas falsas foram abertas com e-mails vazados no Brasil. A identidade sintética é a fraude na qual o golpista combina informações verdadeiras e falsas para gerar uma nova identidade. Outro ponto observado no comportamento dos fraudadores está relacionado ao uso de e-mails descartáveis - aqueles que são temporários e podem facilmente serem abandonados -, utilizados em 5,28% das fraudes que demandaram uso de algum tipo de e-mail. O uso de máquinas virtuais, usadas com o objetivo de simular um sistema operacional, fez parte de 14% das fraudes realizadas em 2021. Além disso, os fraudadores também realizaram 1 milhão de transações por meio de dispositivos comprometidos, ou seja, devices que possuem alguma alteração no sistema operacional.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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