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  4. Pedido de urgência para PL das Fake News é rejeitado na Câmara

Pedido de urgência para PL das Fake News é rejeitado na Câmara

08 de abril de 2022

por Redação da Abranet

Pedido de urgência para PL das Fake News é rejeitado na Câmara
A Câmara dos Deputados rejeitou nesta quarta, 6/4, adotar tramitação de urgência no projeto de lei 2630/20, mais conhecido como PL das Fake News. Faltaram oito votos para garantir maioria absoluta ao requerimento: o placar foi de 249 votos sim, 207 contrários e uma abstenção.  Proposto como medida de combate à disseminação de desinformação por redes sociais e aplicativos de mensagens, o texto acabou por abarcar pontos controversos, como um reforço à imunidade parlamentar na internet.  “É um passo inicial no esforço de garantir que internet seja livre, que a liberdade de expressão seja plena, que haja responsabilidades para quem utiliza e opera a rede, e para que tenhamos mais transparência nas empresas de internet”, defendeu o relator do projeto – que tem outros 70 apensados – Orlando Silva (PCdoB-SP).   Para os opositores ao texto, porém, a estipulação de regras para a moderação de conteúdo pelas grandes plataformas da internet – a Lei vale para empresas com mais de 10 milhões de usuários – vai contra a liberdade de expressão. “Será uma caça as bruxas contra os conservadores”, disparou o deputado Daniel Silveira (PTB-RJ), que foi preso por postar conteúdo em que defende o AI-5 e a destituição de ministros do Supremo Tribunal Federal.  Entidades e estudiosos da internet apontam que o texto é um caminho para dar maior transparência aos procedimentos de moderação de conteúdo e identificação de quem dissemina maciçamente desinformações. Mas também alertam que o projeto tem pontos discutíveis.  O PL tipifica criminalmente ao estabelecer pena de um a três anos e multa para quem “promover ou financiar, pessoalmente ou por meio de terceiros, mediante uso de contas automatizadas e outros meios ou expedientes não fornecidos diretamente pelo provedor de aplicações de internet, disseminação em massa de mensagens que contenha fato que sabe inverídico que seja capaz de comprometer a higidez do processo eleitoral ou que possa causar dano à integridade física e seja passível de sanção criminal”. O texto prevê uma série de procedimentos pelos provedores, como “vedar o funcionamento de contas automatizadas não identificadas como tal ao usuário ou aos provedores de redes sociais e serviços de mensageria instantânea; identificar todos os conteúdos impulsionados e publicitários cuja distribuição tenha sido realizada mediante pagamento ao provedor, bem como os conteúdos referentes às contas automatizadas; e conferir acesso e tratamento não discriminatório a usuários”.  Prevê, ainda, “relatórios semestrais de transparência, disponibilizados em seus sítios eletrônicos, em português, de modo a informar procedimentos e decisões relativas à intervenção ativa em contas e conteúdos gerados por terceiros, que impliquem a exclusão, indisponibilização, redução de alcance, sinalização de conteúdos e outras que restrinjam a liberdade de expressão”. O nível de detalhamento é um dos pontos discutíveis, pois podem revelar, de um lado, estratégicas comerciais de natural diferenciação de mercado; por outro, pode exigir informações que sirvam para ‘educar’ agentes mal intencionados sobre como contornar medidas de proteção.  Na busca por responsabilizar as grandes plataformas, outra medida é a que equipara redes sociais, ferramentas de busca e aplicativos de mensagem aos veículos de comunicação social – como rádio, TV e jornais. De um lado, tenta impedir que candidatos abusem dos veículos de comunicação. Por outro, pode responsabilizar as plataformas pelo conteúdo, com o risco dos chamados ‘chilling effects’, com exageros na autocensura.  O projeto determina que contas de redes sociais de autoridades são consideradas de interesse público e não podem ter monetização de publicidade ou bloquear outros usuários da plataforma. Elas terão procedimento expresso para voltar ao ar quando forem eventualmente suspensas ou tiverem conteúdo removido.  Além disso, prevê que “a imunidade parlamentar material estende-se às plataformas mantidas pelos provedores de aplicação de redes sociais”. Significa reforçar que deputados e senadores não possam ser processador por manifestações no exercício do mandato. Mas abre caminho para inviabilizar qualquer moderação de conteúdo das contas de políticos.  E ainda um outro ponto controverso é a previsão de remuneração a conteúdos jornalísticos. O texto diz que “texto, vídeo, áudio ou imagem, ensejarão remuneração às empresas jornalísticas de direitos de autor, na forma de regulamentação, que disporá sobre os critérios, forma para aferição dos valores, negociação, resolução de conflitos, transparência e a valorização do jornalismo profissional nacional, regional, local e independente”. O principal risco é que as empresas de internet restrinjam o uso e remuneração de conteúdo a grandes grupos de mídia. 

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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