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  4. Autorregulação e o controle de danos da Inteligência Artificial

Autorregulação e o controle de danos da Inteligência Artificial

10 de junho de 2022

por Redação da Abranet

Na audiência pública promovida pela comissao que avalia o anteprojeto de lei sobre o tema no Congresso Nacional, reallizada nesta quinta-feira, 09/06, diferentes especialistas destacaram que os sistemas de inteligência artificial não podem ultrapassar e violar os direitos dos cidadãos. Para os especialistas, transparência, equidade e participação do Estado e da população são necessárias na definição do arcabouço legal sobre o tema. Professor de direito e inovação na Bucerius Law School, em Hamburgo, Wolfgang Hoffmann-Riem disse que é preciso se organizar para trabalhar com harmonia e transparência, no intuito de criar leis que possam alcançar todas as dimensões do tema, de forma a não se correr riscos desnecessários. Deve haver, segundo o professor, uma legislação que se oriente não apenas nos riscos, mas na questão de proteção de dados e dos cidadãos. Para Hoffmann-Riem, a autorregulamentação não pode estar presente. Os sistemas de inteligência artificial não podem ultrapassar os direitos dos cidadãos. O Estado tem de trabalhar no controle e na cooperação com o sistema de inteligência artificial. A professora e pesquisadora na Vrije Universiteit Brussels (VUB),Mireille Hildebrandt, apresentou detalhamento para os sistemas de alto risco e tratou da importância de se regular o sistema de responsabilização.Temos de ter um sistema de gestão de risco, para garantir que não haja nenhum direito individual violado. Com documentação técnica detalhada e uma regulamentação do mercado, disse. Os impactos que a inteligência artificial pode exercer sobre os direitos humanos e individuais, seus propósitos e quem são os beneficiários dessa tecnologia foram questões levantadas pela advogada e diretora-executiva da Derechos Digitales, Maria Paz Canales. Como destacou, é inalienável a obrigação que o Estado tem para a regulamentação desses sistemas. Precisamos observar uma proposta de lei que abranja todo os elementos que concretizem os princípios fundamentais. As escolhas envolvidas na IA não podem ser tomadas sem um exercício aberto com o público.  Já o professor na Universidade da Califórnia, Stuart Russell, ex-vice-presidente do Conselho de IA e Robótica do Fórum Econômico Mundial e ex-consultor da ONU para o controle de armas, lembrou que o direito mais fundamental é o direito à vida e ressaltou, assim como outros palestrantes, que o algoritmo nunca pode superar os direitos humanos. A chefe da Caneles Política Setorial de IA da Comissão Europeia, Irina Orssich, e a diretora do Centro de Pesquisas em Proteção de Dados na Universidade de Frankfurt, Indra Spiecker, trouxeram ao seminário as experiências de regulamentação na Europa e os riscos associados. Segundo Irina, em abril de 2018 a União Europeia implementou a primeira estratégia para as regras de regulamentação da IA no bloco.   Percebemos a IA como algo produtivo e, nesse espírito, desenvolvemos com quatro estados-membros um plano coordenado. Definimos as ações que poderíamos apoiar para contribuir para um ecossistema de inteligência artificial. Em abril do ano passado, foi apresentado um pacote de IA, que oferece um rascunho de estrutura legal. A Comissão, o Conselho e o Parlamento Europeu elaboraram um texto final e espera-se que haja sua aprovação até o final do próximo ano. Queremos harmonizar as regras e as leis e, com essa abordagem de segurança, abordamos os temas de IA que estão no mercado, de forma que todos tenham de cumprir com as mesmas regras. Estamos fazendo uma abordagem baseada em risco. Não queremos regular toda a tecnologia. É um ato horizontal, aplica-se igualmente a todos os setores, disse.  Para Indra Spiecker, a IA lida com coisas que o ser humano não conseguiria, mas é uma tecnologia que tem seus efeitos colaterais. Para a professora, não se deve apenas cuidar da regulamentação, sendo preciso se preocupar também em colocá-la em vigor. De modo geral, o que precisamos é que tudo seja mais especifico para que possamos controlar o desenvolvimento da tecnologia, afirmou. Membro do Conselho Futuro Global sobre Riscos de Fronteira do Fórum Econômico Mundial, o advogado e pesquisador, Jake Okechukwu Effoduh, destacou que o Brasil é o primeiro país na América Latina e no Caribe a elaborar uma legislação de IA e que pode vir a servir como exemplo para os países africanos. Para ele, a legislação brasileira deve reforçar os direitos fundamentais e oferecer informações sobre os impactos e danos que essa tecnologia pode causar. Professor e chefe de departamento no Instituto Universitário Europeu (EUI), Hans Wolfgang Micklitz salientou a preocupação com o consumidor no Brasil, diferentemente do que ocorre na legislação da União Europeia. Aqueles que estão usando a tecnologia devem mostrar que não estão exercendo uma influência sobre o consumidor, afirmou. * Com informações da Agência Senado

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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