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Wi-Fi 6 supera a demanda por dispositivos 5G em 2022

13 de junho de 2022

por Redação da Abranet

Ao longo de 2022, apesar da crise de oferta, haverá o aumento na demanda por chips; a implantação do Wi-Fi 6 seguirá superando os dispositivos 5G; haverá uma forte demanda em tecnologia vestível (‘wearables’) na saúde e muita movimentação no mercado de streamings; e o Metaverso deve chamar cada vez mais a atenção das empresas: essas são algumas da Deloitte publicadas em seu estudo anual “Previsões em Tecnologia, Mídia e Telecomunicação -- TMT Predictions”. De acordo com Marcia Ogawa, sócia-líder de Tecnologia, Mídia e Telecomunicações da Deloitte, no Brasil, as tendências apontadas pelo estudo global já têm sido vistas e estarão cada vez mais presentes nos próximos meses, até o fim deste ano e início do próximo. Ela apontou que algumas tendências foram aceleradas no período da pandemia da Covid-19 e “nitidamente vieram para ficar de vez e serão expandidas”, disse, citando como exemplo os dispositivos de monitoramento de saúde.  Estão em alta, aportes no metaverso; concorrência no mercado de streaming, o avanço do 5G e a regulação da inteligência artificial. Segundo ainda a Deloitte, o mundo está em busca de produtos aprimorados por um volume crescente de chips, mas haverá atrasos ao longo do ano até que a oferta atenda à crescente demanda. A Deloitte prevê que muitos tipos de chips ainda estarão em falta em 2022, mas será menos grave do que na maior parte de 2021 e não afetará todos os chips. A duração da escassez de chips se resume a um aumento significativo na demanda, impulsionado pela transformação digital e acelerado pela pandemia. A consultoria sustenta que a escassez ocorre não apenas pela proliferação de dispositivos de consumo, mas também pelo fato de que muitos produtos mecânicos na indústria estão se tornando cada vez mais digitais e muitos setores verticais estão se tornando mais dependentes da digitalização. E não por acaso o investimento em semicondutores está decolando para atender à demanda por novos tipos de chips. A Deloitte Global prevê que as empresas de capital de risco globalmente investirão mais de US$ 6 bilhões em startups de semicondutores em 2022. Isso pode ser apenas 2% dos mais de US 300 bilhões do investimento geral de capital de risco esperado para 2022, mas mais de três vezes maior do que era todos os anos entre 2000 e 2016. Confira abaixo os principais apontamentos do estudo da Deloitte. Wi-Fi 6 superando os dispositivos 5G Nos últimos dois anos, muitos países adotaram o 5G, mas os dispositivos de Wi-Fi 6 agora estão superando os dispositivos 5G por uma grande margem e provavelmente continuarão a fazê-lo nos próximos anos. A Deloitte prevê que mais dispositivos Wi-Fi 6 serão lançados em 2022 do que dispositivos 5G, com pelo menos 2,5 bilhões de dispositivos Wi-Fi 6 contra aproximadamente 1,5 bilhão de dispositivos 5G. A razão para isso é que o Wi-Fi 6, tanto quanto o 5G, tem um papel significativo a desempenhar no futuro da conectividade sem fio -- não apenas para os consumidores, mas também para as empresas. Smartphones, tablets e PCs são alguns dos dispositivos equipados com Wi-Fi 6 mais populares, mas o Wi-Fi 6 também é usado em muitos outros, incluindo câmeras sem fio, dispositivos domésticos inteligentes, consoles de jogos, wearables e fones de ouvido AR/VR. IA e gerenciamento de dados confidenciais A Deloitte prevê que 2022 verá uma grande discussão sobre a regulação da IA (Inteligência Artificial) de forma mais sistemática, com várias propostas sendo feitas - embora a promulgação delas em regulamentações reais provavelmente não aconteça até 2023 ou além. Algumas jurisdições podem até tentar banir inteiramente subcampos de IA, como reconhecimento facial em espaços públicos, pontuação social e técnicas subliminares. Impulsionadas pela crescente urgência de proteger os dados usados em aplicativos de IA, tecnologias emergentes de aprimoramento de privacidade, como criptografia homomórfica e aprendizado federado, também experimentarão um crescimento dramático. Usado pelas principais empresas de tecnologia já hoje, o mercado de criptografia homomórfica e aprendizado federado crescerá a taxas de dois dígitos em 2022 para mais de US$ 250 milhões. Até 2025, este mercado deverá atingir US$ 500 milhões. Mulheres ganham espaço em TMT, mas seguem enfrentando desafios As empresas de tecnologia devem renovar seu compromisso com o avanço da diversidade de gênero na tecnologia à medida que a pandemia recua. A indústria de tecnologia provavelmente continuará a diminuir a diferença de gênero ao longo de 2022. A Deloitte prevê que as grandes empresas globais de tecnologia alcançarão quase 33% de representação geral feminina em suas forças de trabalho em 2022, um aumento de 2 pontos em relação a 2019. A proporção de mulheres em funções técnicas também aumentará, embora tenda a ficar atrás da proporção geral de mulheres em cerca de 8 pontos. Uma análise da Deloitte dos relatórios anuais de diversidade da força de trabalho de 20 grandes empresas de tecnologia mostra que elas mantiveram seu ímpeto na frente de gênero nos últimos dois anos -- apesar de as mulheres serem desproporcionalmente afetadas por picos de desemprego global causados ​​por pandemias e reduções na participação da força de trabalho. As guerras de streaming se tornam globais À medida que os principais provedores de streaming se expandem globalmente, enquanto as empresas nacionais de mídia criam seus próprios serviços de streaming domésticos, a concorrência ampliada está criando uma escolha abundante ao consumidor - e a rotatividade está acelerando como resultado. A Deloitte Global prevê que em 2022 pelo menos 150 milhões de assinaturas pagas de serviços de streaming de vídeo sob demanda serão canceladas em todo o mundo, com taxas de churn de até 30% por mercado. Forte demanda em tecnologia vestível na área da saúde Avanços em sensores e IA estão ajudando milhões de pessoas a detectar e gerenciar condições crônicas de saúde e mitigar doenças graves, e essas tecnologias agora são pequenas o suficiente para serem usadas no pulso. A Deloitte prevê que 320 milhões de dispositivos portáteis de saúde e bem-estar serão produzidos em todo o mundo em 2022 e, até 2024, esse número poderá chegar a 440 milhões de unidades. Isso está sendo impulsionado por novas ofertas que chegam ao mercado e mais prestadores de serviços de saúde estão se sentindo confortáveis em usá-los. Seu impacto aumentará ainda mais se os médicos confiarem em sua utilidade e as pessoas sentirem que seus dados estão seguros. Da mesma forma, há um forte crescimento em aplicativos de saúde mental, e os gastos globais em aplicativos móveis de saúde mental chegarão perto de US$ 500 milhões em 2022. Esse crescimento anual é alimentado pelo fato de que quase 800 milhões de pessoas em todo o mundo, ou 11% da população, convivem com uma condição de saúde mental. Além disso, a pandemia exacerbou as preocupações com a saúde mental e desencadeou declínios no bem-estar, com um aumento dramático na prevalência de problemas como depressão, ansiedade e sintomas de estresse pós-traumático. Consoles de games completam 50 anos com receita recorde O ecossistema de consoles de jogos comemora seu 50º aniversário em 2022 em forte saúde, com receita recorde, uma lista completa de dispositivos de última geração e uma base sólida para um maior crescimento. A Deloitte Global prevê que o mercado de consoles gerará US$ 81 bilhões em 2022, um aumento de 10% em relação a 2021. A receita por jogador de console, dos quais haverá 900 milhões até o final do ano, deve atingir uma média de US$ 92 por pessoa -- substancialmente mais do que os US$ 23 projetados por jogador de PC e US$ 50 por jogador de celular. Além de 2022, espera-se que as vendas de software de console continuem crescendo, chegando perto de US$ 70 bilhões até 2025. Durante esse período, as compras de jogos digitais, incluindo downloads, assinaturas, passes de jogos e pagamentos no aplicativo devem aumentar em proporção vendas de 65% em 2022 para 84% em 2025.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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