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Anatel calcula em R$ 22,6 bilhões o preço para transformar concessões de telefonia

05 de julho de 2022

por Por Luis Osvaldo Grossmann*

Anatel calcula em R$ 22,6 bilhões o preço para transformar concessões de telefonia
O Conselho Diretor da Anatel indicou nesta terça, 5/7, em reunião extraordinária, os valores devidos por cada uma das concessionárias de telefonia fixa – Oi, Vivo, Claro, Algar e Sercomtel – caso decidam converter os atuais contratos em regime público para autorizações em regime privado. No total, o saldo da adaptação é de R$ 22,601 bilhões – calculado até abril de 2022. O resultado foi apresentado por empresa. Assim, a Oi, que junta R$ 8,227 bilhões da Telemar com R$ 3,949 bilhões da Brasil Telecom, soma R$ 12,1 bilhões. O segundo maior valor é da Telefônica/Vivo, R$ 7,709 bilhões, seguida pela Claro, R$ 2,273 bilhões; Algar, R$ 275,3 milhões e Sercomtel, R$ 167,1 milhões.   Esses valores são a base da negociação prevista na Lei 13.879/19, que abriu caminho para a transformação do Serviço Telefônico Fixo Comutado, a telefonia prestada em regime público, em contratos de autorização. A regra prevê que para fazer a transformação, as empresas devem se comprometer com investimentos no valor do saldo da adaptação.  As empresas ainda vão combater as cifras apontadas pela agência, o que deverá fazer os números mudarem. As concessionárias já apresentaram pedidos de arbitragem junto à Anatel para discutir o que consideram prejuízos nas concessões do STFC, pedindo compensações.  Como apontou Artur Coimbra, esse é um impacto que ainda não foi medido. “Qualquer resultado negativo que venha da arbitragem virá na compensação com desoneração de obrigações regulatórias, entraria abatendo compromissos de investimentos existentes na adaptação. Ou, caso demore muito, via precatórios”, disse Coimbra.  Os valores agora divulgados são consequência da metodologia de cálculo escolhida e aprovada pelo comando da Anatel nesta quinta. Agora, essa metodologia vai passar pelo crivo do Tribunal de Contas da União. A perspectiva da agência é que os valores finais voltem e sejam aprovados de forma definitiva pelo regulador em dezembro deste ano. Nesse caso, as empresas terão até abril de 2023 para exercer a opção pela adaptação, com assinatura dos termos em fevereiro de 2024.  Como explicou Coimbra, das três opções, a preferência foi pela fórmula que considera o valor contábil líquido dos bens reversíveis, com revalorização de imóveis – edifícios e terrenos.  As outras opções eram sem qualquer revalorização, que dava valor menor; ou com revalorização completa, inclusive dos ativos de infraestrutura passiva – cobre, fibras, dutos, postes, torres, que dava valor maior que os R$ 22,6 bilhões. Coimbra explica que o cenário 3 apresentou limitações de desmobilização e venda ou alto custo de revalorização.  “A proposta se baseia em uma relação de bens reversíveis mais fidedigna, combinada com o documento de separação e alocação de contas. Foi possível obter uma RBR final mais assertiva, um inventário de bens mais consistente, atualizadas, corrigidas e ajustadas por revisão financeira de 1998 a 2019”, afirmou Coimbra.  Na prática, a Anatel aprovou a seguinte fórmula, pela qual o valor econômico da adaptação é igual a A1+A2+B1+B2+C. Ou seja, a soma do saldo de desonerações anteriores, mais o saldo de eventos imprevistos com impactos na concessão, mais o saldo da desoneração do ônus bienal, mais o saldo da desoneração do Fator X, mais o valor dos ativos que não serão revertidos à Anatel.  Coimbra reconheceu que as teles vão reclamar dos valores, mas defendeu a solidez dos cálculos. Temos a convicção que a Anatel está correta. Podemos fazer mudanças, uma vez que o TCU vai avaliar, mas do ponto de vista de metodologia aplicada, temos certeza que estamos corretos. E até o momento nenhuma operadora disse para mim que a metodologia estava errada, completou.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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