BNDES lança nova linha de crédito para empresas de Internet

22 de setembro de 2022

por Redação da Abranet

BNDES lança nova linha de crédito para empresas de Internet
Responsável por boa parte da infraestrutura de telecomunicações existente no país, o BNDES segue financiando o setor, direta ou indiretamente, e já mira o ISP que busca crédito a juro baixo. “Nos últimos dois anos, aprovamos 10 novos provedores, com financiamento direto, com um esforço de ajustar a política de crédito, de adaptação ao regramento do banco para atender a esse setor, dada a relevância que os provedores estão tendo, especialmente no Norte e Nordeste”, disse o chefe do Departamento de Tecnologia e Conectividade do BNDES, Ricardo Rivera, ao participar do INOVAtic Nordeste, organizado pela Momento Editorial. Porém, afirma o executivo, o principal esforço de desenvolvimento é nas estruturas indiretas. “Desde os instrumentos clássicos, como cartão do BNDES e Finame, mas também com outras alternativas, como o fundo garantidor, um exemplo do esforço que foi feito durante a pandemia, o Peac, que já serviu de garantia para muitos provedores, lastreando mais de R$ 500 mil em créditos”, disse. Segundo Rivera, nos últimos cinco anos, o banco viabilizou mais de R$ 1 bilhão de financiamento direto, 90% voltados para pequenos e médios e 40% das regiões Norte e Nordeste. “O foco do BNDES é na modernização da rede, onde busca ser complementar e o financiamento via debêntures é o principal instrumento, e outro é a universalização de serviço, via Fust, e não reembolsável”, observou. Desde o dia 1º de setembro, contou Rivera, os agentes financeiros já podem rodar o sistema Finame/Funttel, que apoia a inovação e a massificação da banda larga. “Ele vai financiar provedores a adquirirem equipamentos produzidos no país, com uma condição muito favorável, a um custo TR mais 7% ao ano, muito abaixo da Selic atual”, disse. Para Ricardo Rivera o cenário atual e futuro traz oportunidades e ameaças para os provedores. “A inflação crescente e a dificuldade de repassar esse aumento de custo a preço, em função da alta competição, e outros entrantes, como as infraCos entrando com mais força, podem levar provedores para movimentos de M&A”, avalia. Mas entende que há um grande espaço para atuação complementar e em parcerias entre grandes e pequenas, especialmente nessa frente que o banco pretende estimular, que é levar a infraestrutura onde ainda não existe. “Há espaço para cobertura, melhoria da qualidade, para os provedores crescerem não como recentemente, mas com avanço ainda saudável”, completou Rivera.

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