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Falta de componentes e crise econômica afetam mercado de wearables

25 de outubro de 2022

por Admin

Falta de componentes e crise econômica afetam mercado de wearables
Os seis primeiros meses deste ano foram de queda nas vendas de dispositivos vestíveis, sendo 19,7% no 1º tri e 14,2% no 2º trimestre, em relação ao mesmo período de 2021, segundo revelou a IDC. Nos três primeiros meses de 2022 foram vendidos 1,32 milhão de unidades e, nos meses de abril, maio e junho, foram 1,38 milhão, entre smartwatches, fitbands, basic watches, basic earwears, basic tethered e fones de ouvido truly wireless com alguma conexão com a internet ou função inteligente. Os dados fazem parte dos estudos IDC Tracker Brazil Wearables Q1 2022 e Q2 2022, realizados pela IDC Brasil.  Em nota à imprensa, Andréia Chopra, analista de pesquisa e consultoria de consumer devices da IDC Brasil, disse que, no primeiro trimestre de 2022, o mercado de wearables foi fortemente impactado pelo lockdown na China. Ela explicou que, com a consequente escassez de componentes, os fabricantes decidiram priorizar a produção de itens classificados como essenciais, como smartphones, por exemplo, diminuindo a oferta de vestíveis. Além da baixa produção, o alto custo do frete e a condição econômica da população brasileira contribuíram para uma redução desse mercado e os resultados foram abaixo do esperado, explicou. No entanto, Chopra disse que a recuperação começou no 2º trimestre. Mesmo sob os efeitos da crise dos componentes, da variação cambial e do alto custo do transporte, houve um crescimento de 4% em relação ao 1º tri de 2022, apesar da queda de 14,2% ano a ano, segundo afirmou em nota. Para a analista da IDC Brasil, as altas taxas de juros, a inflação e as constantes variações cambiais afetaram não somente a capacidade de pagamento do consumidor como também o custo para o varejo. Chopra justificou que o consumidor acaba priorizando os itens essenciais e aqueles que cabem em seu orçamento.  No 1º trimestre de 2022, segundo estudo da IDC Brasil, foram vendidos 1.325.974 dispositivos vestíveis, sendo 140.627 fitbands; 165.068 smartwatches, 105.159 basic watches, 208.651 fones de ouvido truly wireless com alguma conexão com a internet ou função inteligente, 364.700 basic earwears e 341.769 basic tethered. Os smartwatches registraram aumento de 55,2%, e os demais dispositivos tiveram queda de 43,7% (fitbands), 49,8% (basic watches), 47,3% (fones de ouvido truly wireless), 6,4% (basic earwears) e 1,4% (basic tethred), em relação ao 1º trimestre de 2021. Quase a metade (573.993) foi comercializada no grey market, baixa de 30,9% ano a ano. A queda reflete o cenário econômico brasileiro que dificulta as vendas de itens considerados acessórios, além do esforço da indústria e de associações para conscientizar o consumidor sobre os riscos de adquirir produtos sem nota fiscal e garantia e pagar caro por isso. Nos três primeiros meses de 2022, o ticket médio dos basic wearables, por exemplo, foi de R$900 no grey market e R$977 no mercado oficial, e dos fones de ouvido truly wireless de R$732 no cinza e R$758 no oficial.  A receita do mercado total de wearables (cinza + oficial) no primeiro trimestre de 2022 somou R$1,2 bilhão, 11,26% maior do que no mesmo período de 2021. No 2º trimestre de 2022, segundo estudo da IDC Brasil, foram vendidas 1.378.799 unidades de dispositivos vestíveis, sendo 183.950 smartwatches, 160.528 fitbands, 118.259 basic watches, 228.953 fones de ouvido truly wireless com alguma conexão com a internet ou função inteligente, 364.064 basic earwears e 323.045 basic tethered. As vendas de smartwatches cresceram 51,4%, enquanto os demais dispositivos sofreram quedas de 25,3% (fitbands), 21,1% (basic watches), 31,7% (fones de ouvido truly wireless); 9,1 % (basic earwears) e 16% (basic tethred), em relação ao mesmo período de 2021. As receitas no 2º tri alcançaram R$ 1,1 bilhão e foram 1.5% maior que no mesmo período em 2021. No período, o mercado cinza apresentou uma queda de 32% em relação ao 2º trimestre de 2021. Do total de unidades vendidas, 507.513 unidades foram comercializadas pelo grey market. No segundo trimestre, o ticket médio no mercado oficial dos basic wearables ficou em torno de R$936; o valor médio dos smart wearables foi de R$3.496 e dos fones de ouvido truly wireless de R$712. Já no grey market o ticket médio dos basic wearables ficou em R$ 854; os smart wearables em R$ 3.860 e os truly wireless em R$ 688.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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