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Fazer o básico bem feito ainda é a melhor estratégia no combate à fraude

14 de abril de 2023

por Roberta Prescott

Fazer o básico bem feito ainda é a melhor estratégia no combate à fraude
“O ‘basicão’ é prevenção, detecção e resposta”, ressaltou Fábio Lacerda Carneiro, que é sócio na área de risk advisory solutions (RAS) e gestão de riscos financeiros (FRM) da KPMG Brasil, ao começar sua palestra no evento do SAS “A revolução no combate a fraudes e crimes financeiros”. Com anos de experiência em carreira no Banco Central do Brasil, o executivo frisou, por diversas vezes, que a melhor estratégia para combater a fraude ainda é fazer o básico bem feito. E, por básico bem feito, deve-se entender bem os processos internos e, efetivamente, fazer a gestão de risco de fraude. Isso inclui a prevenção no onboarding de clientes, tendo rigor nos procedimentos de aceitação de cliente; a detecção, com monitoramento, seleção e análise de operações suspeitas com parametrização e timing não necessariamente coincidentes com os PLD/FT; e resposta, que são as ações tempestivas — e, em se tratando de fraudes em pagamentos instantâneos, as respostas precisam ser ainda mais céleres e/ou automáticas. “O BC tem focado nas 2ª e 3ª linhas de defesa e em evidenciar a auditagem de alguns procedimentos”, assinalou, explicando que no onboarding, as instituições financeiras precisam de compliance na abertura de contas por canais digitais e fazer a prevenção antifraude para a mitigação da abertura de contas ilegítimas e conseguir fazer a identificação das contas beneficiárias de recursos de origem ilícita. As etapas seguintes incluem a detecção de fraude e a prevenção de lavagem de dinheiro, por meio de monitoramento, seleção, análise e comunicação ao Coaf e de suspeitas de fraudes, e a resposta podendo levar ao encerramento de contas em relação às quais se verifiquem irregularidades nas informações prestadas. Por diversas vezes, Fábio Lacerda afirmou que o regulador está assumindo uma postura mais proativa e se posiciona do lado do cidadão e consumidor. O BC, ressaltou, deixa clara qual é a base regulatória e as expectativas de supervisão. “A fraude é elemento de risco operacional. O BC soltou a resolução BCB 142/21 sobre prevenção de fraudes na prestação de serviços de pagamento, que diz que as empresas têm de produzir informações, ter capacidade de coletar dados sobre as ocorrências e informações para alimentar os processos decisórios”, afirmou. Além disso, as expectativas de supervisão estão expostas em guia de práticas de supervisão (GPS), governança e gestão de risco operacional. Sobre o risco de fraude, é necessário contar com processos de monitoramento, resposta e reporte, política de gestão de fraudes e disseminação de cultura. Indo além, é necessário identificar o tamanho do risco e o fator de risco. “Veja se o risco cabe no seu apetite a risco; coloque uma métrica, um número que possa acompanhar e acompanhe. Se este comportamento fugir do esperado, vá reportando à estrutura da governança. Esta é a lógica da gestão de risco. O primeiro ponto é identificar e compreender as possibilidades de fraudes. E documentar é importante para comunicar para a base e não apenas para o regulador. É saber se o barco está desviando da rota”, ressaltou Lacerda. “Tem de aperfeiçoar os processos continuamente pela análise de dados. Não tem outra forma. E, se não houver disseminação de cultura, se você não treina, não conscientiza e acultura — e não apenas os seus colaboradores, como também os terceiros —, se você não faz isso, simplesmente, não adianta contratar ferramenta”, apontou.   Uma pesquisa da KPMG identificou um ciclo de ameaça tripla: fraude, compliance e cibersegurança. A pesquisa ouviu 642 executivos seniores de diferentes setores nas Américas e mostrou que a fraude interna entre as organizações da América Latina (32%) é quase o dobro em comparação com a América do Norte (17%). Já nas fraudes externas, o total foi de 51%, mas com a América do Norte (47%) puxando o porcentual para cima — América Latina foi 40%. “Na visão da KPMG, na gestão de fraude, o básico é o fundamento, a raiz. Se você aprende o básico, o resto vai — não tem mistério”, salientou Lacerda.  

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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