Wi-Fi 6E: empresas do setor precisam apresentar aplicações o mais rápido possível

09 de outubro de 2023

por Luis Osvaldo Grossmann e Rafael Mariano

Wi-Fi 6E: empresas do setor precisam apresentar aplicações o mais rápido possível
As empresas do setor precisam apresentar mais aplicações o mais rápido possível para justificar o uso da faixa de 6GHz para o serviço não licenciado, observa o diretor da Abranet, Eduardo Neger. Segundo ele, a Anatel fez o correto ao abrir a faixa de 6GHz- os 1200 MHz - para o uso não licenciado, porque há competição no mercado. Essa decisão, conta Neger, abre espaço para um novo elemento no ecossistema: os operadores de coordenação de frequência, os AFCs. O sistema AFC trata-se de um banco de dados padronizado para o Wi-Fi 6E, que se propõe a fornecer informações da ocorrência ou não de interferência no sinal. O fabricante vai inserir o sistema nos equipamentos e as frequências só serão usadas se não gerarem interferência. A abertura do mercado é essencial não apenas para os provedores regionais, mas também para usuários que queiram ter suas próprias redes, observa Neger. Indagado sobre a ocupação da faixa - um pedido já feito pela própria Anatel - Neger disse que as aplicações estão surgindo, como a da Arena MRV, estádio do Atlético Mineiro, em Minas Gerais, ou no Teatro Gazeta, em São Paulo. O momento é de regulação do acesso outdoor, mas para Neger, a partir do momento que o consumidor, o centro da atenção, se acostuma com o padrão de qualidade, é impossível reverter a decisão de liberar novos competidores. A fala do diretor da Abranet tem a ver com o fato de as operadoras móveis ainda pleitearem parte do uso da faixa para o 5G. Assistam a entrevista.

leia

também