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Reforma Tributária fere inclusão digital com aumento de até 15% nos preços da internet

10 de outubro de 2023

por Luís Osvaldo Grossmann

Reforma Tributária fere inclusão digital com aumento de até 15% nos preços da internet
As principais entidades que representam interesses das empresas de software, tecnologia da informação e provimento de internet foram ao Senado Federal nesta terça, 9/10, buscar apoio para as emendas que incluem os segmentos na alíquota reduzida do novo IVA, na Reforma Tributária. Abes, Abranet, Assespro, Brasscom e Fenainfo apontaram para a transversalidade dos serviços de TICs e para os impactos do aumento de impostos, a manter-se o desenho atual da PEC 45/19. “A reforma vai significar um aumento para o consumidor final. Se não tivermos sucesso com a aprovação das emendas, a população será penalizada. Em um país onde pequenos provedores internet são capazes de garantir conectividade a R$ 50, quantos vão ficar de fora se forem obrigados a aumentar para R$ 60”, ressaltou o diretor da Abranet, Eduardo Parajo. Números apresentados aos senadores indicam que, caso seja definida uma alíquota de 25% para o IVA brasileiro (IBS+CBS), a carga tributária aumenta entre 10,5% e 15%, a depender se a empresa contribui por lucro real ou presumido – ou de 13,7% a 18,6%, no caso da alíquota ficar em 27%. Mais do que isso, insistiu a entidade, a própria inovação é ameaçada. “Veremos impacto também na inovação, que já é restrita com as margens atuais. E os números indicam que essa margem vai cair de média 5% para -15%. Com essa diferença, a inovação para”, emendou o vice-presidente da Abranet, Jesaias Arruda. A atual reforma tributária é centrada no aproveitamento de créditos ao longo da cadeia. O governo sustenta que isso vai evitar a cobrança de impostos em cascata, como acontece hoje. Mas para setores intensivos em mão de obra, esse “benefício” é restrito. Como mostram números da Abranet, os insumos elegíveis aos créditos de IBS/CBS representam somente 24,3%. O restante é mão de obra, que não gera créditos. Não por menos, a capacidade de geração de empregos é apontada como chave para o convencimento dos parlamentares. “O tema é complexo e pouquíssimos são os parlamentares que conhecem. A mensagem tem que focar no emprego. O relator está conversando com muitos segmentos, mas sabemos que a intenção é retirar setores da alíquota reduzida, não incluir. Então a geração de empregos se torna importante. E como demonstrou a política de desoneração da folha, isso é algo que o setor tem para mostrar”, afirmou o senador Izalci Lucas (PSDB-DF). O recado ecoou. “O uso da tecnologia é uma máquina de geração de empregos qualificados, que recebem duas vezes e meia a remuneração média do Brasil. Somos grandes geradores de empregos qualificados”, disse o presidente da Brasscom, Afonso Nina. Até aqui, pelo menos cinco emendas foram apresentadas para atender os pleitos do setor de TICs no Senado, especialmente com a inclusão na alíquota reduzida, ou seja, com um desconto de 60% sobre a alíquota geral (aquela que deve ficar entre 25% e 27%, a julgar pelos números do Ministério da Fazenda). Mas, como lembrado, o governo trabalha para encolher o rol aprovado na Câmara. Havia a perspectiva de que o relator, Eduardo Braga (MDB-AM), apresentaria um texto até 18/10. Mas esse prazo já foi adiado. Uma votação não é esperada antes de novembro. O setor de TICs insiste que a transversalidade precisa ser levada em conta, visto ser insumo essencial a todos os demais segmentos econômicos. E, mais do que isso, envolve diretamente a perspectiva de inserção efetiva do Brasil na economia digital. “Essa discussão implica em pensarmos qual o projeto de nação que queremos. Outros países adotam mecanismos de redução, isenção e fomento para tecnologia. E não fazem isso porque acham bonito, mas porque tecnologia é o motor de soberania e poder”, destacou o presidente da Fenainfo, Gerino Xavier.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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