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Abranet defende consideração de particularidades das PPPs em evento da Anatel sobre competição

30 de novembro de 2023

por Roberta Prescott

Abranet defende consideração de particularidades das PPPs em evento da Anatel sobre competição
Para regular as prestadoras de pequeno porte é preciso entender o modelo de negócios delas e como elas são diferentes das empresas maiores, têm perspectivas diferentes de crescimento e evolução e distintas formas de investimentos diferentes. Ao falar no Conecta Brasil 2023, evento da Agência Nacional de Telecomunicações, que debateu a relação de atacado entre as empresas de telecomunicações, na última quarta-feira (29/11), em Brasília, Edmundo Matarazzo, membro do Conselho Consultivo da Abranet, destacou que as particularidades dos pequenos provedores devem ser entendidas para as regras que estão sendo construídas possam ser melhor utilizadas.  “As pequenas empresas não tem um corpo técnico gigantesco à sua disposição, não têm especialistas e têm até dificuldade de entender determinadas situações de mercado, então, o processo de compreensão é muito importante para as pequenas empresas”, ressaltou Matarazzo, antes de começar a apresentar um compilado de sugestões sobre diversos aspectos da competição do setor. Assista aqui ao evento. Com relação à questão dos postes, apontou que para o número de empresas existentes não há lugar nos postes. “As empresas precisam aprender a compartilhar a infraestrutura de telecomunicações, o cabo entre si, senão o problema do poste vai migrar para o duto. Temos de forçar a ideia de que usar o poste é por aqueles que se disponham a compartilhar”, ressaltou o consultor da Abranet em sua fala na plenária.  Edmundo Matarazzo também destacou a importância de as PPPs usarem o espectro não-licenciado, porque ele pode suprir uma série de necessidades das empresas, principalmente as menores que não tem licença obtida em leilão.  “Falta agregar à discussão o espectro não-licenciado. Da maneira que está achamos difícil os compartilhamentos, porque existe um conceito que vai ser muito debatido, que é o conceito que as empresas sempre apresentam, que, uma vez feito o leilão, elas adquiriram o espectro e tem um investimento feito que precisa ser remunerado e você não pode interferir nesta remuneração. Ou seja, você não pode mais mexer com esse espectro, quer ele seja usado ou como ele seja usado, este espectro está de propriedade, entre aspas, da empresa que venceu o leilão. E esse conceito precisa ser revisitado para que possamos ter um entendimento um pouco diferente e permitir, inclusive, o compartilhamento de espectro”, assinalou.  Com relação ao desenvolvimento da competição no ambiente nacional, destacou que, no varejo, as regras de competição foram desenhadas para várias etapas, mas algumas ideias e conceitos não foram atualizados. Falou sobre o SCM se consolidando como forma de a internet chegar às residentes no País, com um número grande de prestadoras de SCM, o que não ocorre no SMP que tem um menor número de competidores, uma concentração maior de mercado, mas é o maior volume de clientes que temos no Brasil. “A comparação entre os quatro serviços — SCM, SMP, SeAC e STFC — leva muito a pensar. Imagine uma pequena prestadora pensando em atuar nos quatro segmentos? É muito difícil e acho que isso merece reflexão para termos uma dimensão mais adequada do que o País precisa para as várias regiões. As competições entre os vários serviços poderiam existir, se não fossem as restrições que o SCM tem de que não poder praticar voz. STF, SCM e SeAc são serviços destinados a domicílios e SMP destinado a pessoa física, mas as regras limitam as possibilidades reais de competição dos serviços fixos, enquanto que os serviços móveis não tem nenhuma limitação”, assinalou.  Para ampliar a competição no varejo, Matarazzo levou uma série de sugestões dos associados da Abranet, que são:   Modificar o entendimento de serviços fixos e móveis para ser serviços com mobilidade plena e serviços com mobilidade restrita   Revisão da regra de assimetria regulatória para definir as PPPs em função de market share nacional substituindo prestação de serviço por revenda para market share até 5%  Outorga para prestação de serviço única com a modalidade informada à Anatel no mínimo dez dias antes da entrada em operação  Equalizar as definições de SMP, SCM e STFC de forma que o resultado da prestação de serviço possa ser o mesmo, variando a mobilidade (plena e restrita) Alterar a norma SeAC para possibilitar que distribuidor seja prestador de pelo menos um dos três serviços SMP, SCM e STFC e analisar o uso de modelo de atacado para os produtos das empacotadoras para os distribuidores Criar a modalidade de serviço de atacado separando as regras deste mercado daquelas aplicadas ao varejo, inclusive e especialmente o conceito de PMS no mercado de atacado   Revisar as regras de atuação de entidade suporte avaliando a possibilidade e conveniência de separar as atividade suporte em diferentes entidades evitando a centralização em uma única entidade Assegurar que todos os temas tratados na entidade e grupos ABR envolvam todas as prestadoras uma vez que pela regra presente as discussões sobre uma possível solução se inicia somente com a participação das empresas PMS ou das associadas da ABR e uma vez configurada a solução esta é apresentada para as demais empresas ou grupo de empresas  Avaliar o impacto dos combos na competitividade entre empresas de uma mesma área Avaliar o impacto dos combos em função do número de competidores e da possibilidade dos combos serem replicados Como tratar a seguinte situação: terminal STFC e DSL 2 Mbit/s oferta única de concessionária no valor de R$ 80 a R$ 120; mesmo grupo oferta SMP voz ilimitado mais internet de 2 Gbit/s no valor de R$ 29 a R$ 39 Veja a apresentação de Edmundo Matarazzo no Conecta Brasil 2023: Anatel no Conecta Brasil  No Conecta Brasil 2023, o conselheiro-diretor da  Anatel e presidente da Comitê de Prestadoras de Pequeno Porte de Serviços de Telecomunicações (CPPP) da Agência, Artur Coimbra, afirmou que os postes (em sua maioria pertencentes a rede elétrica e que servem de suporte a estrutura de telecomunicações) permitem a “possibilidade de intervenção mais drástica como o controle dos preços de compartilhamento (às telecomunicações)”.  Artur Coimbra também destacou que o preço do ponto de fixação da rede de telecomunicações será determinado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), por uma metodologia que em breve será submetida à consulta pública conjunta das agências para recebimento de contribuições da sociedade.  Segundo o conselheiro, postes são a “mais abrangente e democrática infraestrutura de acesso, considerando a sua capilaridade, penetração e custos, a garantia de acesso ao poste propicia a competição efetiva e tem o potencial de reduzir os custos da prestação dos serviços de telecomunicações, dada a notória dependência dessa infraestrutura de acesso”. Ele também descreveu o regulamento sobre compartilhamento de postes aprovado em outubro pela Anatel e que aguarda aprovação também na Aneel. O conselheiro diretor da Anatel, Vicente Aquino, lembrou que a Proposta de Plano Geral de Metas de Competição – PGMC (sob a Consulta Pública nº 64) e a Proposta de revisão do Regulamento de Uso do Espectro de Radiofrequências – RUE (sob a Consulta Pública nº 65), ambas em sua relatoria, recebem contribuições até 8 de janeiro. Segundo ele, a contribuição das PPPs é importante para que o novo arcabouço regulatório permita que as pequenas prestadoras continuem a desempenhar um papel essencial para a inclusão digital. Aquino destacou que na banda larga fixa, os assinantes das PPPs são os mais satisfeitos com os serviços prestados, e ele deseja que “essa dinâmica também ocorra no mercado de telefonia móvel”. O mercado móvel tem uma participação reduzida das PPPs em relação à presença delas na banda larga fixa no volume de assinantes.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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