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Segurança da rede: domínios gerados por algoritmos precisam ser identificados e classificados

04 de dezembro de 2023

por Roberta Prescott

Segurança da rede: domínios gerados por algoritmos precisam ser identificados e classificados
Os domínios gerados por algoritmos (DGAs) são botnets e ameaças persistentes avançadas com objetivo de manter e ofuscar a comunicação entre bot client e evadir camadas de segurança. Os DGAs compõem uma das estratégias dos atacantes e por isso a detecção de domínios maliciosos com DNS passivo e inteligência artificial é fundamental, conforme explicou João Rafael Gregório, que conduz pesquisa sobre o tema na Unesp. Ele palestrou no encontro do GTS 38, que abriu, nesta segunda-feira (04/12), a 13ª Semana de Infraestrutura da Internet no Brasil.  Realizada pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) e pelo Comitê Gestor da Internet no Brasil (CGI.br), a Semana é integrada pelo IX Fórum e nela há os encontros do GTER (Grupo de Trabalho de Engenharia e Operação de Redes) e do GTS (Grupo de Trabalho em Segurança de Redes). O GTS debate temas que são tendências na área de segurança na Internet e o GTER coloca em pauta temas fundamentais para o funcionamento e operação da Internet.   “Os domínios gerados por algoritmo fazem parte de ameaças muito importantes”, destacou Gregório, dando como exemplos o Sunburst, em 2020 Mira Botnet, uma botnet open source criada em  2017 para ataque de negação de serviço e que ataca dispositivos IoT até hoje; Cryptolocker e Gameover Zeus. “A gente precisa detectar os DGAs, porque fazem parte de ameaças muito importantes no dia a dia e é importante classificar os DGAs”, acrescentou o especialista.  O DGArchive aponta a existência de mais ou menos 120 famílias de DGAs, enquanto tanto o Bambenek Consulting como NetLab360 contabilizam cada um cerca de 60 famílias. Na classificação, Gregório ressaltou a importância de classificar os DGAs de acordo com os tipos — por exemplo: Superbox que é do tipo lista de palavras; Banjori do tipo domínio semente; e Mirai que é pseudo-randômico. “Estamos usando o aprendizado profundo para trabalhar com estes nomes de domínio. Os DGAs seguem um padrão que não conhecemos, então, usamos aprendizado profundo para identificá-los”, contou, falando da pesquisa em andamento na Unesp.  “O primeiro experimento mostrou que a gente poderia detectar os nomes de domínio gerados por algoritmos e aí temos o DNS passivo e dados do mundo real que podemos usar no dia a dia. O objetivo é a gente ter modelo incremental de aprendizado para as nossas redes neurais. A partir do momento que tenho um modelo treinado previamente com dados iniciais, que pode ser inclusive aquela base original que vimos os experimentos, a gente pode colocar em produção, ouvir consultas DNS — e aqui o online é bem audacioso —, receber um risk score e as predições e entregar isso para um painel de monitoramento que tem um especialista olhando. Com isso, podemos gerar novos dados para retreinar a rede neural e alimentar ela com novos dados”, detalhou João Rafael Gregório. 

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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