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Abranet assina carta aberta pela manutenção do saque-aniversário do FGTS

07 de março de 2024

por Redação da Abranet

Abranet assina carta aberta pela manutenção do saque-aniversário do FGTS
A Abranet, ao lado de outras entidades ligadas ao segmento financeiro, assinou um manifesto contra a sinalização do governo de acabar com a modalidade Saque-Aniversário do FGTS e, suas respectivas operações de antecipação, ou de “substituí-la” por melhorias no Consignado Privado.  Abaixo a íntegra do manifesto: Carta Aberta pela Manutenção do Saque-Aniversário do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS)  A, Associação Brasileira de Crédito Digital – ABCD, a Associação Brasileira de Fintechs - ABFintechs, a Associação Brasileira de Instituições de Pagamentos - ABIPAG, a Associação Brasileira de Internet – ABRANET, a Associação dos Lojistas do Brás e Região - ALOBRAS, a Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento - ACREFI, a Câmara Brasileira da Economia Digital - camara-e.net, a Câmara de Dirigentes Lojistas de Natal - CDL Natal, a PROTESTE | Euroconsumers-Brasil , o Movimento Inovação Digital - MID e a Zetta, ora denominadas “Associações”, vêm, por meio desta Carta Aberta, manifestar que veem com muita preocupação as sinalizações de setores do Governo Federal de acabar com a modalidade Saque-Aniversário do FGTS e, suas respectivas operações de antecipação, ou de “substituí-la” por melhorias no Consignado Privado.  Na visão das Associações, as modalidades são complementares e possuem objetivos distintos, devendo coexistir, na medida em que são benéficas para a ampliação da concorrência e da liberdade de escolha do trabalhador, beneficiário final dos recursos, além de um relevante instrumento para a estabilidade financeira das famílias e o crescimento econômico, em que pese as devidas melhorias à sua sistemática já identificadas pelo Governo.  Desde a sua aprovação em 2019, o Saque-Aniversário do FGTS vem sendo cada vez mais adotado pelos brasileiros, sendo que, até 2023, 34,5 milhões de trabalhadores optaram pelo Saque-Aniversário do FGTS. Ainda, as operações de antecipação desses recursos vêm se mostrando uma importante e acessível alternativa de crédito para os trabalhadores, totalizando 19 milhões dessas operações até o ano passado. Antecipação do Saque-Aniversário: crédito barato e de fácil acesso  O Saque-Aniversário é extremamente utilizado pelos brasileiros para complementar a renda no mês de aniversário, realizar projetos pessoais ou se organizar financeiramente, em caso de trabalhador que planeje pedir demissão. Nesse sentido, as operações de Antecipação do Saque-Aniversário (modalidade de crédito com garantia atrelada ao Saque-Aniversário) possuem teto de juros de 1,79% a.m., uma das menores taxas ofertadas para pessoas físicas no mercado1.  Com isso, são muito utilizadas pelos trabalhadores para gerenciar dificuldades financeiras, pagando as despesas do dia a dia, como luz, água, alimentação, além de dívidas mais caras, atrasadas, que podem comprometer as suas finanças pessoais ou mesmo para realização de projetos pessoais que, se outra linha de crédito fosse utilizada, teria taxas de juros maiores.  Não à toa essa modalidade vem se expandindo no país, saindo de R$ 3,1 bilhões em créditos concedidos em 2020 para R$ 30,3 bilhões em 2023, um volume 10 vezes maior, principalmente devido às vantagens do crédito com garantia da antecipação do saque do FGTS. Mesmo com o aumento das operações do Saque Aniversário do FGTS, o Fundo tem apresentado crescimento nos últimos anos, sendo que, em 2023, cresceu 14,3%.2  Além da baixa taxa de juros, o produto não compromete a renda mensal do trabalhador e não depende de margem consignável, não comprometendo a contratação de outras linhas como o próprio Consignado Privado, além de permitir acesso a crédito a clientes negativados, única opção disponível de crédito a esses clientes. Saque-Aniversário e Consignado Privado: linhas complementares  As Associações signatárias têm participado das discussões sobre os avanços no Crédito Consignado Privado e consideram muito importante criar mecanismos que facilitem e simplifiquem a sua adoção. De fato, o Crédito Consignado Privado necessita de reformas no seu arranjo, para que se torne um instrumento mais acessível aos trabalhadores. Entretanto, isso não pode vir às custas do fim do Saque-Aniversário, dado que essas são duas discussões distintas.  Em verdade, o Saque-Aniversário do FGTS e a ampliação do Consignado Privado são instrumentos complementares para melhoria do volume e da qualidade do crédito no Brasil. O trabalhador brasileiro deve ter as duas alternativas à sua disposição, para poder optar pela linha de crédito que mais se adeque às suas necessidades financeiras. Os dois produtos podem atuar de forma conjunta para a promoção da competição entre as instituições financeiras e de pagamento e para a redução dos juros.  Ainda, essa intenção de encerrar o Saque-Aniversário como contrapartida de melhorias no Consignado Privado se contrapõe às políticas públicas bem-sucedidas do Governo Federal de redução do endividamento dos consumidores, com o Desenrola e outras iniciativas de melhoria do ambiente de crédito.  Dito isso, as Associações signatárias defendem a manutenção do Saque-Aniversário do FGTS e reiteram seu apoio às melhorias voltadas à ampliação do Consignado Privado. Ainda, se colocam à disposição para contribuir e dialogar com o Governo sobre o tema e melhorias à sua sistemática, em prol da defesa da concorrência e do consumidor, da inclusão financeira e da ampliação do acesso ao crédito no Brasil.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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