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Ataques ransomware estão mais direcionados e cresce pagamento de resgate

06 de maio de 2024

por Roberta Prescott

Ataques ransomware estão mais direcionados e cresce pagamento de resgate
Depois de picos de ataques do tipo ransomware durante a pandemia da Covid-19, agora os números se estabilizaram e houve até queda. Mas a diferença deve-se mais a uma mudança de comportamento dos cibercriminosos. Vemos um direcionamento maior dos ataques buscando empresas com mais capital, mas com times de tecnologia não tão grandes. E o Brasil está, cada vez mais, no cenário de direcionamento de ataque, com foco em empresas com mais de mil usuários, grande faturamento e equipe enxuta de TI”, comparou André Carneiro, diretor-sênior da Sophos no Brasil, após ser questionado por Abranet, na apresentação para a imprensa da pesquisa Estado do Ransomware 2024, encomendada pela Sophos. Realizada entre janeiro e fevereiro de 2024, os entrevistados foram solicitados a responder com base em suas experiências de 2023.   Na comparação com outros países, o Brasil tem a menor taxa de ataque de ransomware: 59% das organizações globais disseram ter sido atacadas contra 44% no País. Em 2023, o porcentual era de 66% global e 68% no Brasil. Houve, portanto, uma queda nos ataques e ela está relacionada ao fato de que os criminosos estão direcionando os ataques. “Quanto maior a receita, maior é o porcentual de ataques. Os atacantes miram a receita para direcionar ataques”, disse André Carneiro.  Outro aspecto está no aumento de 500% no valor do pedido pagamento de resgates, alcançando uma mediana global de US$ 2 milhões — US$ 840 mil no Brasil, sendo que 80% dos resgates foram de US$ 500 mil ou mais —, número muito acima dos US$ 400 mil, segundo a pesquisa anterior. A média foi de US$ 4,321 milhões global e US$ 1,328 milhão no Brasil. A empresa entendeu como mediana o montante que está no meio entre o menor valor pago e o mais alto — e não a média aritmética dos valores.  O relatório de 2024 também apontou que, globalmente, 63% dos pedidos de resgate no mundo no ano passado foram de pelo menos US$ 1 milhão, sendo 30% de mais de US$ 5 milhões, o que sugere que os atacantes estão buscando grandes pagamentos. Contudo, esses valores mais altos não são apenas para as organizações com maior receita. Quase metade (46%) das empresas com receita inferior a US$ 50 milhões recebeu ao menos um pedido de resgate de sete dígitos em 2023. E há uma diferença: o valor pedido de resgate não necessariamente é o que as organizações acabam, de fato, pagando. A pesquisa mostrou que 83% de quem está chegando à fase de pedido está pagando o resgate. “Esse é um índice muito alto, as companhias brasileiras indo para resgate o que incentiva os atacantes a seguirem com os ataques”, analisou Carneiro.  Com isso, o montante do resgate acaba sendo superior ao solicitado — em 110% no caso do Brasil, um contraste em relação à diminuição de 6 pontos porcentuais globais (94% atualmente). “Quando você começa esta negociação, lá fora quem a conduz são especialistas em negociação, que entendem como os grupos atuam. Não é raro ver ataques que começam com resgate de um valor e, com a demora, tem extorsão dos valores que vão aumentando. Precisa de serviço especializado no Brasil para negociação com os grupos”, apontou o executivo.  Empresas com maior faturamento viram aumento de resgate. Entre as corporações com faturamento de US$ 5 bilhões ou mais, a proporção entre o pedido e o pagamento foi de 115% (portanto, mais do que solicitado), enquanto as companhias com receitas de US$ 1 bilhão a US$ 5 bilhões foi de 85%. Entre as organizações brasileiras, 31% dos pagamentos de resgate foram financiados por múltiplas fontes, consideravelmente abaixo da média global de 82%. Os provedores de seguro cibernético contribuíram para o resgate em 31% dos incidentes, mas nunca pagaram o resgate total. Sem considerar os pagamentos de resgate, a conta média contraída pelas organizações brasileiras para se recuperar de um ataque de ransomware foi de US$ 2,73 milhões, um aumento considerável em relação aos US$ 1,92 milhão registrados no levantame nto de 2023. Isso inclui custos de tempo de inatividade, tempo das pessoas, custo do dispositivo, custo da rede, perda de oportunidades etc.  A pesquisa também apontou que as companhias brasileiras estão ficando mais lentas na recuperação de ataques, visto que 28% se recuperaram totalmente em até uma semana, em comparação com 47% do estudo de 2023, e 38% levaram de um a seis meses, um aumento em relação aos 30% do ano anterior.  “As empresas não têm de esperar os ataques acontecerem; eles têm de ser impedidos antes de ocorrerem. As companhias precisam ter segurança mais robusta nas ferramentas que usam, aumentar o controle e a eficácia. Façam o planejamento com se fossem vítimas de ataques”, advertiu André Carneiro.

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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