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  4. Gartner faz oito previsões de cibersegurança

Gartner faz oito previsões de cibersegurança

24 de setembro de 2024

por Redação da Abranet

A adoção de inteligência artificial generativa eliminando a lacuna de habilidades em cibersegurança e reduzindo os incidentes de cibersegurança causados por funcionários configura entre as previsões que os analistas do Gartner fizeram para o setor de cibersegurança. Eles estimam que dois terços das cem maiores empresas globais vão estender os seguros disponíveis para diretores para os líderes de cibersegurança devido aos riscos jurídicos pessoais. O Gartner prevê ainda que o combate à desinformação custará às empresas mais de US$ 30 bilhões.   Durante a Conferência Gartner CIO & IT Executive, em São Paulo, a consultoria anunciou suas previsões e recomendou que os líderes de cibersegurança incorporem tais premissas de planejamento em suas estratégias de segurança para os próximos dois anos. Confira os apontamentos do Gartner a seguir:  1) Até 2028, a adoção da inteligência artificial generativa (GenAI) implodirá a lacuna de habilidades, eliminando a necessidade de educação especializada para 50% das posições de cibersegurança de nível básico. Os complementos da GenAI mudarão a forma como as empresas contratam e ensinam os trabalhadores de cibersegurança em busca da aptidão correta e a educação adequada. As plataformas convencionais já oferecem complementos conversacionais, mas irão evoluir. O Gartner recomenda que as equipes de cibersegurança se concentrem em casos internos de uso que apoiem os usuários enquanto trabalham, coordenando ações com a área de RH e identificando talentos adjacentes para funções de cibersegurança mais críticas.   2) Até 2026, as empresas que combinarem a GenAI com uma arquitetura baseada em plataformas integradas em programas de comportamento e cultura de segurança (SBCP) experimentarão 40% menos incidentes de cibersegurança causados por funcionários. As empresas estão cada vez mais focadas no engajamento personalizado como componente essencial para tornarem eficazes seus programas de comportamento e cultura de segurança. A GenAI tem o potencial de analisar o comportamento e gerar conteúdo e materiais de treinamento hiperpersonalizados que levam em conta os atributos únicos de cada funcionário. De acordo com o Gartner, isso aumentará a probabilidade de os funcionários adotarem comportamentos mais seguros nos seus trabalhos diários, o que resultará em menos incidentes de cibersegurança.    3) Até 2026, 75% das empresas excluirão sistemas não-gerenciados, sistemas legados e ciberfísicos de suas estratégias de confiança zero. Sob uma estratégia de confiança zero, os usuários finais recebem apenas o acesso necessário para realizar seus trabalhos e são continuamente monitorados com base em ameaças que seguem em constante evolução. Em ambientes de produção ou críticos para os negócios, esses conceitos não se traduzem universalmente para dispositivos não-gerenciados, sistemas legados e ciberfísicos (CPS) projetados para realizarem tarefas específicas em ambientes centrados em segurança e confiabilidade.  4) Até 2027, dois terços das cem maiores empresas globais estenderão o seguro de seus diretores para os líderes de cibersegurança devido aos riscos jurídicos pessoais. Novas leis e regulamentações — como as regras de divulgação e relatórios de cibersegurança da Securities and Exchange Commission (SEC) — expõem os líderes de cibersegurança para novas responsabilidades pessoais. O Gartner recomenda que as empresas ampliem os benefícios e os seguros de diretores e executivos para os líderes de cibersegurança, bem como outros seguros e compensações, para mitigar eventuais responsabilidades pessoais, riscos profissionais e despesas jurídicas.  5) Até 2028, os gastos corporativos com o combate à desinformação ultrapassarão US$ 30 bilhões, canibalizando 50% dos orçamentos de marketing e cibersegurança - A combinação de Inteligência Artificial (IA), analytics, ciência comportamental, mídias sociais,  Internet das Coisas (IoT) e outras tecnologias permite que pessoas mal-intencionadas criem e espalhem em massa desinformação altamente eficazes ou até informações falsas enviadas em massa e de forma personalizada para gerar maior impacto. O Gartner recomenda aos CISOs definir as responsabilidades para conseguirem trabalhar, conceber e executar programas contra desinformação em suas empresas e investir em ferramentas e técnicas que combatam o problema usando engenharia do caos para testar a resiliência corporativa.  6) Até 2026, 40% dos líderes de gerenciamento de identidade e acesso (IAM) assumirão a responsabilidade primária pela detecção e resposta a violações relacionadas a esse âmbito. Os líderes de gerenciamento de identidade e acesso frequentemente têm dificuldade em articular o valor de segurança e dos negócios para impulsionar investimentos precisos por não estarem envolvidos em discussões sobre alocação de recursos e orçamentos. À medida que a gestão de identidade e acesso continua a crescer em importância, ela envolve maiores responsabilidades, visibilidade e influência de seus líderes e CISO. O Gartner recomenda que os CISOs quebrem os silos tradicionais de TI e de segurança dando aos stakeholders visibilidade sobre o papel que o gerenciamento de identidade e acesso desempenha, alinhando o programa IAM com as iniciativas de segurança.  7) Até 2027, 70% das empresas combinarão disciplinas de prevenção de perda de dados e gerenciamento de riscos internos com o contexto de gerenciamento de identidade e acesso para identificar comportamentos suspeitos de forma mais eficaz. O aumento do interesse em controles consolidados leva os fornecedores a desenvolverem capacidades que representam uma sobreposição entre controles focados nos comportamentos dos usuários e a prevenção de perda de dados. Isso introduz um conjunto mais abrangente de capacidades para as equipes de segurança criarem uma política única para uso duplo em segurança de dados e mitigação de riscos internos. O Gartner recomenda que as empresas identifiquem o risco de identidade e de dados para usar em conjunto como uma diretriz para a segurança estratégica de dados.  8) Até 2027, 30% das funções de cibersegurança redesenharão a segurança de aplicativos para serem consumidas diretamente por não-especialistas em cibersegurança e por responsáveis pelos aplicativos. O volume, variedade e contexto de aplicativos que os  tecnólogos de negócios e equipes de entrega distribuídas criam pode ampliar os riscos e exposições muito além do que as equipes de segurança de aplicativos podem lidar. 

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    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

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    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

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    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

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