Crime com criptomoedas aumenta 162% para US$ 154 bilhões em 2025

09 de janeiro de 2026

por Roberta Prescott

Crime com criptomoedas aumenta 162% para US$ 154 bilhões em 2025

Os endereços ilícitos de criptomoedas receberam, pelo menos, US$ 154 bilhões em 2025, um aumento de 162% em relação ao ano anterior, impulsionado, principalmente, por um aumento expressivo de 694% no valor recebido por entidades sancionadas. O crescimento, de acordo com a Chainalysis, está ligado à atividade de Estados-nação no setor de criptomoedas, marcando a fase mais recente na maturação do ecossistema ilícito on-chain.


E mais: mesmo que o valor recebido por entidades sancionadas permanecesse estável em relação ao ano anterior, 2025 ainda seria um ano recorde para crimes com criptomoedas, visto que a atividade aumentou na maioria das categorias ilícitas.


No entanto, apesar do aumento e do montante expressivo, os volumes ilícitos ainda são insignificantes se comparados à economia cripto em geral, que consiste, principalmente, em volumes de transações legítimas. A estimativa da Chainalysis para a participação ilícita em todo o volume de transações cripto atribuídas aumentou ligeiramente em relação a 2024, mas permanece abaixo de 1%.


“Nos últimos anos, o cenário do crime com criptomoedas tornou-se cada vez mais profissional; organizações ilícitas agora operam infraestrutura on-chain em larga escala para ajudar redes criminosas transnacionais a adquirir bens e serviços e lavar suas criptomoedas obtidas ilegalmente”, assinala a empresa em seu estudo 2026 Crypto Crime Report.


Nesse contexto, Estados-nação entraram nesse espaço, tanto recorrendo a esses mesmos provedores de serviços profissionalizados quanto criando sua própria infraestrutura personalizada para burlar sanções em grande escala. E, à medida que conectam às cadeias de suprimentos ilícitas de criptomoedas originalmente construídas para cibercriminosos e grupos do crime organizado, agências governamentais e equipes de conformidade e segurança agora enfrentam riscos significativamente maiores tanto na proteção do consumidor quanto na segurança nacional.


O estudo ressalta que, nos últimos anos, as stablecoins passaram a dominar o cenário das transações ilícitas, representando agora 84% do volume total dessas transações. Isso reflete tendências mais amplas do ecossistema, onde as stablecoins ocupam uma porcentagem considerável e crescente de toda a atividade cripto devido aos seus benefícios práticos: facilidade de transferência internacional, menor volatilidade e maior utilidade.


 

 

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