sobregrupos de trabalhoeventos
publicações
notíciasrevistaswhitepaperscanal abranetmídia
contato
  • Fone (11) 3078-3866
  • WhatsApp +55 11 94528-2739
  • E-mail sec@abranet.org.br
Rua MMDC, 450, cj 304, Butantã, São Paulo-SP, 05510-000
Conheça nosso podcast Pensai!
#005 - Marketing e IA: conversa com Thiago Gonçalves, Country Manager da Blip México
#005 - Marketing e IA: conversa com Thiago Gonçalves, Country Manager ...
01h00/30 abr 2025
/
YouTubeSpotifyInstagram
Copyright © 2014 - 2025
Abranet - Associação Brasileira de Internet
Produzido e gerenciado por Editora Convergência Digital / Site criado pela SENNO
  1. home
  2. publicações
  3. notícias
  4. Bancos lançam portabilidade de crédito pessoal no Open Finance para ampliar mercado de R$ 300 bilhões

Bancos lançam portabilidade de crédito pessoal no Open Finance para ampliar mercado de R$ 300 bilhões

03 de fevereiro de 2026

por Luis Osvaldo Grossmann*

Bancos lançam portabilidade de crédito pessoal no Open Finance para ampliar mercado de R$ 300 bilhões

As instituições financeiras vão começar a oferecer a portabilidade de crédito pessoal no ambiente do Open Finance, permitindo que clientes migrem operações de empréstimos entre bancos de forma digital, por meio dos aplicativos já instalados.

Parte da trilha de desenvolvimento prevista pelo Banco Central, a chegada das primeiras ofertas de um banco pela operação contratada com outro mira um mercado que hoje circunda os R$ 300 bilhões por ano no que o sistema financeiro chama de ‘CPC’, para ‘crédito pessoal clean’.

“A opção foi um produto muito simples, comparável, tem que ser muito claro quanto vai economizar quando tem uma oferta de portabilidade de uma outra instituição financeira”, ressalta a presidente da Associação Open Finance, o arranjo de governança do sistema, Ana Carla Abrão.

“Hoje o crédito sem garantia tem uma amplitude, uma variabilidade de taxas muito grande. É uma operação que chega a cobrar 20% de juro ao mês. Vamos medir como o mercado reage a essa simplificação da portabilidade”, destacou.

O próximo lançamento, previsto para novembro deste 2026, é a portabilidade do consignado federal. “Vem por etapas. Mas ideia é chegar no crédito imobiliário, ou seja, abarcar todo o mercado do ponto de vista de portabilidade. O crédito consignado federal está previsto para entrar em produção em novembro, e com ele tem a questão da margem consignável, da conexão, ou não, com o Serpro e Dataprev.”

A expectativa é que o crédito pessoal retroalimente o próprio open finance, hoje com 130 milhões de consentimentos ativos e 100 milhões de consentimentos únicos, desconsiderando permissões repetidas do mesmo cliente.

Desses 100 milhões, a estimativa é de um terço de contas ativas, ou seja, que por volta de 30 milhões de pessoas e empresas (cerca de 1,3 milhão) tenham pelo menos uma conta com consentimento da troca de dados.

Ana Carla Abrão também reforça que a demanda triplicou em menos de um ano. “Quando a Associação começou, em maio de 2025, tínhamos em torno de 3 bilhões de chamadas de dados por semana. Hoje, estamos nos aproximando de 10 bilhões.”

Como destacou o diretor de tecnologia e operações, Elcio Calefi, o produto aproveita a infraestrutura que já suporta o próprio PIX. “A gente utiliza toda a cadeia de segurança transacional de APIs, toda a cadeia de certificados ICP Brasil, toda assinatura de mensagens, todo protocolo de consentimento, todo protocolo de conexão privada entre os participantes.”

“A gente reaproveita todo o arcabouço de segurança que foi desenhado pelo open finance. Toda a parte de liquidação financeira acontece dentro do arranjo de pagamentos do Banco Central. Ao comandar um pedido de portabilidade, todas as informações transacionais acontecem em comunicação bilateral entre as instituições participantes, o que preserva e utiliza um trilho já amplamente praticado e utilizado entre os participantes dentro do ambiente do Banco Central e toda a privacidade do cliente por estar em um ambiente que só ele tem acesso”, completou Calefi.

Para Ana Carla Abrão, esse modelo de desenvolvimento ajuda a explicar o próprio sucesso do Brasil, que tem o maior open finance do mundo. “Torna a evolução do ecossistema muito mais simples ou menos custosa, porque a gente já tem os trilhos de pagamento e os trilhos de dados conectados. Novas funcionalidades, novos produtos, têm custo de desenvolvimento por parte da das casas que é menor, porque esse custo já foi embarcado lá atrás.”

leia

também

  • Drex, a moeda digital nacional, teve 500 operações de 11 instituições em 50 dias de piloto

    Drex, a moeda digital nacional, teve 500 operações de 11 instituições em 50 dias de piloto

    13 de setembro de 2023 | Redação da Abranet

    O Banco Central (BC) informou que, em 50 dias de projeto piloto, 500 transações foram bem sucedidas no Drex, a moeda digital brasileira, e 11 instituições operam na rede. Segundo a autoridade monetária, os participantes do programa começaram a ser incorporados à plataforma no fim de julho. De lá para cá, vários tipos de operações têm sido simuladas, tanto no atacado quanto no varejo, disse o BC. De acordo com a autarquia, a primeira emissão de títulos públicos federais na plataforma Drex para fins de simulação foi realizada nessa segunda-feira (11). Cada um dos participantes já habilitados recebeu uma cota da versão para simulação dos títulos públicos e, a partir de então, podem iniciar também a simulação de procedimentos de compra e venda desses títulos entre eles e entres clientes simulados, afirmou. Vários tipos de operações têm sido simuladas tanto no atacado quanto no varejo – como criação de carteiras, emissão e destruição de Drex e transferências simuladas entre bancos e entre clientes. Todos os participantes conectados já realizaram ao menos alguns desses tipos de transações, sendo que cerca de 500 operações foram conduzidas com sucesso. A primeira fase do piloto deve ser encerrada no meio de 2024, com o desenvolvimento ainda de outras facilidades na fase seguinte. A cada semana, um tipo novo de operação é realizado pelas instituições participantes. Todas essas transações são apenas simuladas e se destinam ao teste de infraestrutura básica do Drex, que ainda não conta com a soluções de proteção à privacidade que serão testadas ao longo do Piloto Drex, ressaltou o BC.

    ler mais
  • BC publica cronograma para testes do Pix Automático

    BC publica cronograma para testes do Pix Automático

    04 de setembro de 2024 | Da Redação Abranet

    O Departamento de Competição e de Estrutura do Mercado Financeiro do Banco Central publicou nesta quarta, 4/9, uma nova instrução normativa que trata de diferentes aspectos da adesão ao Pix, além de prever a oferta de produtos e serviços adicionais ou facultativos. A norma trata de como os interessados, tenham já ou não autorização do BC para operar, devem fazer para aderirem ao sistema de pagamento instantâneo, as diversas etapas do processo e exigências para a formalização, como o projeto de experiencia do usuário, uso de QR Codes, etc. A autoridade monetária também trata de como instituições autorizadas a funcionar podem oferecer serviços adicionais, se habilitar ao Diretório de Identificadores de Contas Transacionais – DICT, ou serviços de iniciação de pagamentos, saque, por exemplo. Prevê, ainda, que uma instituição já participante do Pix, ou em processo de adesão, poderá apresentar, a qualquer tempo, pedido para ofertar ou consumir funcionalidades, de natureza facultativa, relacionadas ao Pix Automático. Além disso, a IN 511 traz um cronograma relacionado aos testes do Pix Automático: I – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix antes de 28 de abril de 2025, inclusive instituições participantes em operação, devem realizar com sucesso os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025; II – instituições que concluíram a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025 devem realizar com sucesso os testes no prazo de oito semanas contadas a partir da conclusão com sucesso da etapa homologatória pertinente; III – instituições que não concluírem a etapa homologatória do processo de adesão ao Pix até 6 de junho de 2025 devem concluir os testes do Pix Automático dentro do prazo determinado para a conclusão com sucesso dessa etapa; e IV – instituições participantes em operação que ofertem conta apenas a usuários pessoa jurídica e optem por não ofertar pagamentos via Pix Automático devem encaminhar formulário cadastral indicando dispensa da oferta de Pix Automático até 4 de abril de 2025. Instituições participantes do Pix que estejam obrigadas a ofertar serviços do Pix Automático ou que, de forma facultativa, enviem até 4 de abril de 2025 formulário de atualização cadastral indicando a intenção de oferta de serviços do Pix Automático, devem cumprir os testes entre 28 de abril de 2025 e 6 de junho de 2025.

    ler mais
  • Comitê que vai definir futuro da internet tem dois brasileiros

    Comitê que vai definir futuro da internet tem dois brasileiros

    15 de julho de 2014 | Roberta Prescott

    Passado o evento NetMundial, agora representantes de grupos setoriais trabalham juntos para formar comitê que vai elaborar uma proposta para nortear a migração dos trabalhos da Iana, sigla em inglês para Autoridade para Designação de Números da Internet, para, ao que tudo indica, uma entidade multissetorial.; A IANA é um departamento da ICANN (em português, Corporação da Internet para Atribuição de Nomes e Números), cujo controle, até agora, é exercido pela NTIA, agência dos EUA responsável por aconselhar o presidente nos assuntos envolvendo políticas de telecomunicações e de informação.; O atual contrato do governo dos Estados Unidos com a ICANN para gerenciar as funções técnicas de DNS expira em 30 de setembro de 2015, podendo ser estendido por até quatro anos, se a comunidade precisar de mais tempo para desenvolver a proposta de transição. Desde que os Estados Unidos anunciaram sua saída, entidades do mundo todo vêm se organizando para debater como será a feita a transição e quem ficará na coordenação.; Durante o NetMundial, realizado entre 23 e 24 de abril, em São Paulo, o governo dos Estados Unidos se opôs a um modelo multilateral, apontando, entre as condicionantes para a transição, que apoiam o modelo multissetorial (multistakeholder). Os EUA também deixaram claro que não vão aceitar uma proposta de transição que substitua o papel NTIA com uma solução conduzida por algum governo ou uma solução intergovernamental.; O NetMundial foi aclamado por seus participantes por indicar uma série de princípios que devem reger a internet, como a neutralidade de rede, a liberdade de expressão e o direito de acesso. A consolidação destes princípios foi o grande legado, como explicou para a Abranet Vanda Scartezini, representante para a América Latina da ONG PIR. ; ; Cada um dos grupos dos stakeholders, líderes dos principais setores da cada sociedade interessados no tema, elege os participantes que integrarão o comitê, sempre visando ao caráter técnico e não político. No total, cerca de 30 pessoas integrarão o comitê de trabalho cujo objetivo é apresentar uma proposta do que poderia substituir o controle que hoje é da NTIA. Dois brasileiros fazem parte deste comitê: Demi Getschko, do Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br), e Hartmut Richard Glaser, secretário-executivo do Comitê Gestor da Internet no Brasil – CGI.br.; A expectativa, explica Vanda Scartezini, é ter alguma proposta no próximo encontro da ICANN, em outubro em Los Angeles. Despois disto, as ideias vão para consulta pública, quando recebem críticas e sugestões, que são compiladas e analisadas. “Esta é a primeira fase de trabalhos. Como é um grupo grande, imagino que eles devam se dividir em subgrupos”, comenta. ; ;

    ler mais